Revista ProCampo - Uma Leitura Produtiva

 

 
de 2017.   51ª Edição (Agosto/Setembro)  
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Carta do Editor

18.10.2010 - 17:01

Essencial

A importância do cooperativismo para o agronegócio parece indiscutível.  Como bem lembrou o agrônomo e ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, primeiro dirigente não europeu a ocupar o cargo de presidente da Aliança Cooperativa Internacional – ACI, organização que coordena o movimento pelos quatro cantos do mundo, “O cooperativismo é essencial para a sustentabilidade da agropecuária”.
Com base na grande intermediação instalada, que submete o produtor rural, o qual raramente arbitra o preço do produto que comercializa, o ex-ministro enfatiza que as cooperativas representam um mecanismo capaz de abrandar esse quadro adverso, por meio da escala produtiva, da geração de tecnologia, da industrialização e até da exportação em melhores condições. Concordamos plenamente. Quem haverá, aliás, de discordar do defensor e entusiasta do cooperativismo, que é nada mais, nada menos, o coordenador do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas – FGV. E que “sou fã de carteirinha”.
Nesta edição, demos destaque especial ao cooperativismo, trazendo entrevista com a presidenta da Cooperativa dos Aquicultores do Espírito Santo (Ceaq), Maria Inês Pandolfi Coelho, e seguindo nossa manifestada intenção mostramos um trabalho elogiável da cooperativa dos alunos do campus do Ifes de Alegre (ES).

12 de outubro, dia do Engenheiro Agrônomo.
Pelo extraordinário desenvolvimento e avanço tecnológico da agropecuária brasileira, a revista ProCampo numa homenagem ao profissional que contribui para esta realidade, traz a seguir a crônica do presidente da Sociedade Espirítossantense dos Engenheiros Agrônomos – SEEA, José Adilson de Oliveira.

Engenheiro Agrônomo e Produtor Rural
Uma dupla de sucesso!


Engenheiro Agrônomo e Produtor Rural são iguais a dupla sertaneja, tem que cantar sempre afinados senão a vaca vai pro brejo. E, tem sido assim desde que o Brasil foi desafiado, lá nos idos do final dos anos sessenta e princípio dos setenta, a ser o celeiro do mundo. A maioria da população não sabe e poucos se lembram que a perspectiva de futuro que se tinha naquela época era extremamente preocupante em termos de alimentação. O espectro da fome dominava toda a mídia nacional e internacional. Aquelas fotos de crianças africanas em carne e osso chocavam o mundo. O Brasil, silenciosamente, arregaçou as mangas e aceitou o desafio. Vieram as sementes melhoradas, os fertilizantes e os agroquímicos, juntamente com as máquinas e os equipamentos modernos. Em 1973 foi criada a Embrapa e logo a seguir a Embrater. A idéia básica e extraordinária era de que a Embrapa mais as organizações estaduais de pesquisa agropecuária e as universidades, formariam o sistema nacional de pesquisa agropecuária, que geraria novas tecnologias, que seriam transferidas ao produtor rural pelo sistema de extensão rural e assistência técnica, coordenado nacionalmente pela Embrater. Tudo muito bem bolado. A primeira conquista foi a viabilização do uso dos solos de cerrado e os aumentos de área plantada e de produtividade. Mais tarde vieram a irrigação, o GPS, a biotecnologia, a informática, o aprimoramento do processo de gestão e a chamada globalização, com informações em tempo real. O campo explodiu e o sucesso é incontestável. O país praticamente triplicou sua produção de grãos, com aumento de apenas 25% da área cultivada, graças ao aumento da produtividade. O agronegócio representa, em média, 27% do PIB nacional e foi responsável por 38% do valor das exportações brasileiras dos últimos três anos e tem garantido o superávit da balança comercial do Brasil nas últimas décadas. Da implantação do plano real em 1994 até 2009, o salário mínimo aumentou 618%, a inflação acumulada alcançou 246%, mas a cesta básica aumentou apenas 165%. A população brasileira triplicou, portanto, seu poder de compra de alimentos básicos nestes 15 anos. Assim como num show, vários personagens participaram e contribuíram para a conquista deste sucesso todo, mas os artistas principais, sem dúvida nenhuma foram os componentes desta dupla extraordinária: engenheiro agrônomo e produtor rural. Um orientando e o outro produzindo, num dueto dos mais afinados do mundo. No entanto, assim como acontece com as duplas sertanejas, todos apreciam e aproveitam o show, mas infelizmente, não reconhecem o valor real dos artistas. É uma pena, pois a motivação de artista não vem somente do sucesso financeiro e o show da dupla, Engenheiro Agrônomo e Produtor Rural não pode parar. Vamos bater palmas prá eles Brasil!

por Antonio de Pádua Motta
matéria publicada na 28ª edição (Out/Nov 2010) da revista ProCampo
Editor revista ProCampo
apmotta@revistaprocampo.com.br


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