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de 2017.   51ª Edição (Agosto/Setembro)  
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Entrevistas

 

04.07.2011 - 09:08

Café solúvel - O conilon como importante matéria prima

A Realcafé integra as Empresas Tristão, um dos maiores e mais tradicionais grupos brasileiros do setor de café, com mais de 76 anos de experiência e ramificações em Londres e Nova York. A história de sucesso da empresa começa no ano de 1971 no município de Viana no Espírito Santo, onde a RealCafé estimulou e consolidou a vocação capixaba para a produção do café conilon, importante matéria prima para a industrialização de café solúvel.
Nesta entrevista, o economista e presidente da Realcafé Solúvel do Brasil Sérgio Giestas Tristão, o homem que está à frente da instituição que transforma 400 mil sacas de grãos em 9 mil toneladas de café solúvel, extrato de café, óleo e café torrado e moído. “Foi através do café solúvel, que boa parte do mercado asiático, e em especial o Japão e a Coréia, tornaram-se um dos maiores e mais exigentes consumidores mundiais da bebida”, explica. Para o executivo, as barreiras tarifárias discriminatórias ao solúvel brasileiro na União Européia e a concorrência do café vietnamita são os principais entraves. Leia.

ProCampo - Como se iniciou a história da família Tristão no Espírito Santo?
Sérgio Giestas Tristão - Em 1935, o Sr. José Ribeiro Tristão,  pai do Sr. Jônice Tristão e avô do atual presidente da Realcafé, Sérgio Giestas Tristão, abriu seu primeiro estabelecimento comercial, as Casa Misael, na Cidade de Afonso Cláudio (ES). Tratava-se de um armazém de secos e molhados, que ao comercializar produtos diversos, também aceitava o café, base da economia local, como moeda de troca. Sempre incentivando os produtores, adiantando insumos para recebimento na época da colheita, em pouco tempo o comércio de café tornou-se o principal negócio da empresa, que em 1960 passou a exportar o grão pelo porto de Vitória. A partir de então, a Tristão inicia uma sólida trajetória de sucesso, tornando-se um dos maiores e mais tradicionais grupos do setor de café no Brasil e no mundo.

ProCampo - Um breve histórico da Real Café?
Sérgio Giestas Tristão - A Realcafé Solúvel do Brasil, indústria de café solúvel destinado à exportação e torrado e moído para o mercado doméstico, foi inaugurada em 1971, ocasião em que implantava-se a cultura do café conilon no Estado do Espírito Santo. A Realcafé estimulou e consolidou a vocação capixaba para a produção do conilon, importante matéria-prima para a industrialização de café solúvel. A capacidade instalada da fábrica, na época, era para processar aproximadamente 100 sacas de conilon, o que representava toda a produção do Estado. Hoje, a Realcafé transforma 400 mil sacas de grão em 9 mil toneladas de café solúvel, extrato de café, óleo e café torrado e moído. Já o Espírito Santo responde pela segunda maior produção de conilon do mundo, aproximadamente 8 milhões de sacas em média, superado somente pelo Vietnã.  

ProCampo - Qual a importância e o papel da indústria de solúvel para o mercado de café?
Sérgio Giestas Tristão - A indústria de solúvel processa aproximadamente 4 milhões de sacas de café anualmente, sendo responsável por perto de 10% da exportação brasileira de café. O consumo interno do produto, da ordem de 1 milhão de sacas/ano ainda é incipiente, mas tende a se expandir na medida em que cresce o consumo dos capuccinos e demais preparados à base de café.

ProCampo - Como o solúvel pode contribuir para o aumento do consumo de café de qualidade?
Sérgio Giestas Tristão - O solúvel,  que responde por aproximadamente 30% do consumo mundial, é a forma mais eficiente de introdução do hábito de tomar café em mercados não tradicionais, principalmente pela praticidade do preparo. Foi através do café solúvel, que boa parte do mercado asiático, em especial Japão e Coréia, tornaram -se um dos maiores e mais exigentes consumidores mundiais da bebida. Concluímos, portanto, que a indústria de solúvel é fator absolutamente relevante no processo de expansão do consumo.

ProCampo - Na sua opinião, o que é preciso, prioritariamente, para se manter forte na cafeicultura, principalmente de conilon?
Sérgio Giestas Tristão -  Qualidade, produtividade e sustentabilidade.  Este é o tripé que invariavelmente influenciará no sucesso da cafeicultura, em especial do conilon. As boas práticas de plantio, colheita e pós-colheita são os fatores que influenciam decisivamente na melhoria da qualidade e incremento na produtividade. Por outro lado, a cultura não se sustentará sem critérios sócio-ambientais corretos que garantam a sustentabilidade da atividade.

ProCampo - Quais são os entraves que impedem o solúvel brasileiro de estar mais presente no mercado internacional?
Sérgio Giestas Tristão -  Basicamente dois. Barreiras tarifárias discriminatórias ao solúvel brasileiro na União Européia, onde nosso café sofre taxação de 9,5% e a forte concorrência da matéria-prima proveniente do Vietnam, que é vendida a preços muito abaixo do conilon disponível no mercado brasileiro.

Entrevista publicada na 32ª edição da revista ProCampo (Jun/Jul 2011).


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