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de 2017.   51ª Edição (Agosto/Setembro)  
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Entrevistas

 

15.03.2012 - 09:26

Aproximação do Crea-ES com os profissionais

Filho e neto de agricultores, Helder Paulo Carnielli assumiu neste ano a responsabilidade de presidir o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES). Aos 54 anos, esse engenheiro agrônomo (CCA-Ufes, turma de 1981 – Alegre, Sul do Estado) representa aproximadamente 28 mil profissionais.
Foi conselheiro do Crea-ES, conselheiro da Findes e presidente da Sociedade Espirítossantense de Engenheiros Agrônomos (SEEA) por três mandatos (2003-2008).
Exerceu no triênio 2009-2011 o cargo de diretor geral da Mútua-ES (Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea-ES).
Atualmente é empresário e sócio-proprietário da Empresa Ruralter Planejamento e Consultoria.
À frente da entidade, ele pretende realizar um trabalho combativo e vigilante em defesa da classe. “Vamos fomentar o diálogo entre os profissionais, as instituições de ensino, as empresas e a sociedade para que o Conselho atue para atender aos anseios de todos”, destaca o capixaba Helder Paulo Carnielli.

 

ProCampo - Quais foram os motivos que o levaram a se candidatar e a conquistar a presidência do Crea-ES para o triênio 2012-2014?
Helder Carnielli - O principal motivo da nossa candidatura é preparar o maior Conselho de profissionais do Estado para os novos tempos que estão surgindo, com os avanços da área tecnológica das diversas modalidades. A sociedade é o alvo destas transformações e os nossos profissionais são as principais ferramentas. São eles que detêm a inteligência e os modelos transformadores.
Estar à frente do Crea-ES é a concretização de um sonho acalentado desde os tempos de Presidente do Diretório Acadêmico do Centro de Ciências Agrárias da Ufes, em Alegre. Nossa campanha foi marcada pela ética e independência, com propostas democráticas e participativamente construídas com a ajuda da classe Agronômica unida, pelos Engenheiros Florestais, pelos colegas da Sociedade Espírito-Santense de Engenheiros e muitos outros colegas.

ProCampo - Quais as expectativas do senhor ao ocupar este cargo?
Helder Carnielli - Estou na presidência de uma instituição que abrange todos os profissionais das Engenharias, da Agronomia, da Geologia, da Geografia e da Meteorologia, em seus níveis superior, tecnólogo e técnico. Considero que somos passageiros de um mesmo barco, temos os mesmos objetivos e, portanto, devemos obedecer às mesmas regras de civilidade, legalidade e respeito à coisa pública. Não podemos perder a capacidade de dialogar, para nos entender e trabalharmos juntos, em prol das responsabilidades e do crescimento institucional do Conselho e do desenvolvimento sustentável deste estado.
Nosso objetivo é desenvolver um trabalho coletivo, de parceria, dentro da legalidade, transparência e participativo que traga segurança e melhor qualidade de vida para a sociedade. O momento é de novas posturas, que visem justeza de conduta para podermos construir juntos um caminho confortável, honrado, ético e responsável para com o futuro do Conselho e de todos nós.

ProCampo - Os profissionais do Crea são chamados a contribuir na busca por soluções tecnológicas em diversas áreas. Quais os temas que o senhor acredita merecerem destaque?
Helder Carnielli - Algumas questões importantes que nos preocupam como Autarquia Federal regulatória e fiscalizadora são: a segurança alimentar, o uso indiscriminado de agrotóxicos, os crimes ambientais e a qualidade do ensino oferecido nas escolas tecnológicas públicas e privadas do estado do Espírito Santo. No âmbito da infraestrutura, nosso foco será principalmente os sistemas rodoviário, portuário e aeroportuário. No meio urbano, nossa atenção estará direcionada para a mobilidade e as áreas de risco decorrentes dos efeitos antrópicos nesses espaços onde se concentra a população de menor nível de renda. Outros aspectos que objetivamos intervir estão relacionados ao cumprimento da lei do salário mínimo profissional, às empresas e profissionais das áreas tecnológicas que insistem em trabalhar de forma irregular, à invasão de profissionais estrangeiros sem regulamentação no nosso Conselho entre outros temas caros à sociedade.

ProCampo - Nas suas andanças pelo
interior do estado como engenheiro agrônomo e durante a campanha para a eleição do Crea-ES, quais foram as principais reivindicações dos profissionais do Conselho?
Helder Carnielli - Destaco duas reivindicações, a valorização profissional e uma maior aproximação do Crea com os profissionais. Parte deles tem um sentimento de abandono por parte do Conselho. Identificam que é necessário fortalecer a luta para o cumprimento da Lei do Salário Mínimo Profissional tanto na esfera pública quanto na privada. Quanto à aproximação, a reivindicação é pela interiorização com a oferta de cursos e treinamentos em todos os seguimentos.

ProCampo - O que efetivamente um engenheiro agrônomo na presidência do Crea-ES pode fazer pelo agronegócio capixaba?
Helder Carnielli -  Criar facilitadores, resgatar a credibilidade e a autoestima dos profissionais envolvidos. O agronegócio capixaba vai muito bem. O que nós precisamos é lincar o agronegócio com a valorização dos nossos profissionais, buscando melhores salários e condições de trabalho. Estamos discutindo com as entidades ligadas ao setor, entre elas a SEEA, o Sintaes, a Ataes e a Aefes um modelo de fiscalização visando cada dia mais a integração das unidades produtivas com o profissional do campo. Estamos em fase de elaboração de um programa que vai incluir ações educativas e orientativas. Este modelo vai acarretar mais empregos e mais oportunidades no setor.

ProCampo - Que ações o senhor pretende implementar para promover a valorização dos profissionais da Engenharia e da Agronomia?
Helder Carnielli -  Estamos reorganizando a nossa casa. O sentimento dos profissionais com a nossa eleição é o de acreditar que o Conselho deve ser referência para as demais instituições e uma casa que possa abrigá-los com respeitabilidade. Estamos trabalhando e discutindo com os profissionais, entidades coligadas e a sociedade os verdadeiros rumos que tomaremos. Podemos adiantar que as principais bandeiras de campanha estão inseridas nesta discussão. Vamos fomentar o dialogo entre os profissionais, as instituições de ensino, as empresas e a sociedade para que o Conselho atue para atender aos anseios de todos.
Entre as prioridades estão a criação de um Conselho Consultivo para dar apoio às tomadas de decisões, composto por profissionais capacitados de diversas áreas; a reativação do Colégio de Presidentes das Entidades; criação de um banco de dados com a oferta de empregos e oportunidades; fortalecimento da assessoria jurídica do Crea, para sustentar as lutas profissionais; além de investimentos constantes no setor de fiscalização e atendimento.
Não podemos deixar de falar que iremos interiorizar os cursos e eventos da área tecnológica, com custos mais acessíveis aos nossos profissionais.
Finalizo esta entrevista pedindo a Deus que nos abençoe.

Entrevista publicada na 36ª edição da revista ProCampo (Fev/Mar 2012).


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