Revista ProCampo - Uma Leitura Produtiva

 

 
de 2017.   51ª Edição (Agosto/Setembro)  
Publicidade

Anuncie Aqui!

Entrevistas

 

14.12.2012 - 09:33

A promoção do desenvolvimento do setor de madeira e móveis como meta

O presidente do Sindicato das Indústrias de Madeira e Mobiliário de Linhares e Região Norte do Espírito Santo (Sindimol) afirma que a maior dificuldade atual do setor é a falta de uma fábrica de MDF (em inglês, médium-density fiberboard, ou placa de fibra de madeira de média densidade) no Estado.
Nesta entrevista, Almir José Gaburro explica que ao longo dos últimos dez anos, o segmento investiu pesado em tecnologia visando redução de custos e na melhoria da qualidade de seus produtos.
Natural de Rio Bananal, ES, Almir Gaburro é casado com Edilene Rigoni e pai de dois filhos.
“Temos também uma participação ativa na promoção social de Linhares/ES por meio da Associação Feminina do Sindimol – Afemol que é responsável pelo gerenciamento do Projeto Crescer. Nele, atendemos 400 crianças moradoras do bairro Canivete com atividades extracurriculares como esportes, informática, culturais e artísticas”, diz o executivo. Leia.

ProCampo - O que é o Sindicato das Indústrias de Madeira e Mobiliário de Linhares e Região Norte do Espírito Santo - (Sindimol)?
Almir José Gaburro - Fundado em 1º de maio de 1987, o Sindicato das Indústrias da Madeira e do Mobiliário de Linhares e Região Norte do Espírito Santo – Sindimol – é a entidade representativa do setor. É  resultado da união dos empresários em torno de uma meta principal que é o desenvolvimento sustentável do setor.

ProCampo - Qual é o objetivo do Sindimol e de que forma ele está estruturado?
Almir José Gaburro - O Sindimol foi estruturado para ser um canal de representação dos empresários da industria da madeira e do mobiliário do Norte do Espírito Santo. A entidade atua em área de 11 municípios localizados acima do Rio Doce. São os municípios de Linhares, Rio Bananal, São Mateus, Jaguaré, Sooretama, Pinheiros, Ponto Belo, Montanha, Mucurici, Pedro Canário e Boa Esperança. Nesta região estimamos que existam 220 indústrias da madeira e do mobiliário. Filiadas ao Sindimol estão 95 empresas. Deste total, 90% estão localizadas em Linhares e representam 90% do faturamento do setor na região.

ProCampo - Qual é o real tamanho do setor no Espírito Santo hoje?
Almir José Gaburro - Podemos falar apenas sobre a região em que atuamos. Nosso faturamento anual é da ordem de R$ 500 milhões. São 3.882 empregos diretos e 9 mil indiretos. Em Linhares se concentra 90% do faturamento da região assim como do número de empregos gerados.

ProCampo - Quais são os principais desafios e entraves do Sindimol e os resultados esperados?
Almir José Gaburro - A falta de mão de obra especializada e a falta de fabricantes de matéria prima, principalmente as placas de madeira renovável como MDF e MDP, no estado. Isto encarece nosso custo de produção e nos torna menos competitivo no mercado nacional.  Para tentar resolver este gargalo  fomos o principal articulador de um grupo de investidores para viabilizar a implantação de uma fábrica de MDF no Espírito Santo. O empreendimento hoje é uma realidade.
Com relação a mão de obra temos parcerias com instituições como o Senai e o Sebrae que vem viabilizando cursos e treinamento para nosso setor.
 
ProCampo - Como está a questão dos custos de produção na indústria moveleira?
Almir José Gaburro -  Ao longo dos últimos 10 anos, a industria investiu maciçamente em tecnologias visando a redução dos custos de produção e a melhoria da qualidade de nossos móveis. Hoje, como dito na questão anterior, nosso maior problema continua sendo a falta de uma fábrica de MDF no Estado.

ProCampo - Como o senhor analisa o uso da madeira na produção moveleira e o uso de
equipamentos antipoluentes?
Almir José Gaburro -  A questão ambiental é tratada com toda a seriedade por nossos empresários. Os investimentos realizados em tecnologia também tem o objetivo de evitar ações poluidoras. As placas de MDP e MDF usadas na fabricação de nossos móveis são produzidas a partir da madeira renovável como eucalipto.

ProCampo - Qual o destino dos resíduos gerados na indústria?
Almir José Gaburro -  Cada resíduo gerado em nosso processo produtivo tem uma destinação de acordo com o que determina a legislação ambiental vigente. Nossas empresas contratam empresas prestadoras de serviços na área ambiental para garantir que estes resíduos sejam destinados para os lugares corretos.


Entrevista publicada na 40ª edição (Out/Nov 2012) da revista ProCampo


Edições Anteriores

23.09.2014 - Desconhecimento e descaso

08.07.2014 - Selita com novo presidente

13.05.2014 - "Com o resfriamento do Oceano Pacífico, deve haver uma redução de chuvas no Sudeste e Sul do país"

18.03.2014 - A pujança do agronegócio capixaba

08.01.2014 - Em defesa da cacauicultura


 voltar  |  topo  |  home

Publicidade

 

Anuncie Aqui!

Anuncie Aqui!

Anuncie Aqui!

Anuncie Aqui!

 

Parceiros

 
  • Cedagro
  • Defagro
  • Midas
  • Cooabriel
  • Incaper
  • Seea
  • Senar
  • CCA-Ufes

Revista ProCampo - A Revista do Agronegócio Capixaba

Endereço: Rua Vinte e Dois de Abril, 09 - B.N.H. - Linhares/ES - 29902-180

Telefone: (27) 3373-3424 // 9984-5808

Email: procampo@revistaprocampo.com.br

"Criando sua empresa na internet"