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de 2017.   51ª Edição (Agosto/Setembro)  
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Entrevistas

 

08.07.2014 - 08:44

Selita com novo presidente

O Administrador de Empresas e pós-graduado em Finanças, RUBENS MOREIRA afirma que é necessário que o setor leiteiro capixaba tenha o mesmo tratamento fiscal e tributário dos Estados vizinhos.
Na entrevista a seguir, o presidente da Cooperativa de Laticínios Selita fala das principais motivações que o levaram a retornar à presidência. “Para defender o interesse dos cooperados, e reorganizar a empresa para novos desafios”, argumenta o executivo. Moreira também é presidente do Sicoob Sul e diretor do Sicoob-ES. Leia.

ProCampo - Quais foram às principais motivações para retornar à presidência da Selita?
Rubens Moreira - Primeiro foi perceber que a Selita não caminhava como deveria; Segundo foi um pedido de vários amigos, produtores de leite, que defendem a empresa e em varias oportunidades pediram o meu retorno.

ProCampo - Qual a realidade da Cooperativa de Laticínios Selita hoje?
Rubens Moreira - Hoje a Selita afastou um pouco do seu objetivo social, por varias razões. Acho que a estratégia da cooperativa frente a seu fiel público consumidor não foi a mais adequada e agora nós estamos resgatando essa grande historia construída ao longo desses 75 anos. Com relação área financeira e economicamente a Cooperativa é uma empresa equilibrada, mas frente à exigência cada vez maior do mercado precisamos acompanhar as tendências, com produtos novos e recolocar a Selita em todos os sentidos no topo; Vamos trabalhar na qualidade dos produtos e seguir a exigência do mercado.

ProCampo - Na sua opinião, quais são os principais desafios e entraves para um melhor desempenho do setor leiteiro, principalmente, o capixaba?
Rubens Moreira - É imprescindível que tenhamos as mesmas condições fiscais e tributárias dos Estados vizinhos, outro ponto é não termos a densidade demográfica de Rio de Janeiro e São Paulo, com isso frequentemente precisamos exportar o excedente de produção de nosso Estado.
A produção primaria do Espírito Santo precisa desenvolver-se mais rápido, pois está muito lenta. O ganho do produtor não pode ser exclusivo no preço do leite, mas também vir da produtividade, e de fontes paralelas de recurso como a venda de bezerras de qualidade ou matrizes. Mas para alavancar essas atividades é necessário disponibilizar ferramentas tanto de crédito, quanto na qualificação profissional do produtor.
Além destes itens abordados precisamos melhorar a qualidade do leite, exercício que dever ser incorporado à cultura do produtor para que os produtos capixabas continuem a ser os melhores.

ProCampo - No editorial da edição de 764 da revista “Boletim Selita”, o senhor fala em “executar ações para colocar a Selita onde ela nunca deveria deixar de estar”. Quais são elas?
Rubens Moreira - Hoje trabalhamos diuturnamente na melhoria da qualidade da produção primaria, temos cinco técnicos atuando integralmente na coleta e assessoria ao homem do campo, com orientações de praticas corretas na ordenha, cuidados na pos ordenha e principalmente com o leite a ser entregue na Selita. Nossos técnicos da área industrial também estão visitando todos os comitês educativos para mostrar e demonstrar o trabalho realizado em nossos laboratórios. O objetivo desta ação é que os produtores possam entender o processo e contribuir para a melhoria na qualidade da matéria prima recebida.
Hoje realizamos diversas ações para aumentar a qualidade de nossos produtos; como por exemplo, rastrear todo o processo de refrigeração, elegendo pontos que merecem cuidados especiais para se obter produtos de qualidade, que sempre foi nossa grande diferença.
Para um melhor relacionamento com nossos fiéis consumidores fortalecemos nosso SAC, assim, poderemos receber criticas e sugestões e acertar nossa produção naquilo que eles nos demandarem.

ProCampo - Qual é a sua avaliação sobre o Projeto 120 mais leite. Ele terá continuidade na sua administração?
Rubens Moreira - O projeto nasceu em 2003 quando fui à região de Abre-Campo, em Minas Gerais, e trouxe de lá seu antecessor com o nome Educampo. Depois de algumas mudanças e transformações, principalmente com apoio financeiro do Sebrae, tornou-se o “120 Mais Leite”. Infelizmente, o projeto sofreu alguns desgastes no decorrer que precisam ser resolvidos e equacionados.
Atualmente estamos discutindo com a Coopetec, cooperativa responsável pelo trabalho e diretamente ligada à produção; com o Sebrae e a OCB, para reestruturar e redimensionar para que o Projeto 120 produza os objetivos esperados.
De nossa parte, da Selita e Conselho Administrativo, queremos que ele tenha o tamanho que os seus participantes, principalmente os pequenos produtores, anseiam. Também estamos em busca de alternativas para o fortalecimento do projeto, exemplo disso, foi um programa recentemente criado pelo Governo do Estado, por meio do Bandes, para fomentar a pecuária leiteira, com isso trará grande evolução e sustentabilidade na produção de pequenos e médios produtores.

Entrevista publicada na 50ª edição (Jun/Jul 2014) da revista ProCampo.
É proibida a reprodução total ou parcial sem autorização expressa dos editores ou do entrevistado.


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