Revista ProCampo - Uma Leitura Produtiva

 

 
de 2017.   51ª Edição (Agosto/Setembro)  
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Entrevistas

 

23.02.2011 - 10:30

Balanço positivo

A Cooperativa dos Produtores Rurais de Jaguaré – Coopruj, localizada em Jaguaré (ES), se prepara para um forte crescimento, que deverá ser consolidado a partir deste ano. Capixaba de Colatina, Fábio Felisberto Fiorot, casado e pai de três filhos, foi diretor comercial desde a criação da Coopruj, em 2006.
Hoje, aos 39 anos, orgulha-se de apostar no agronegócio – além da presidência da Coopruj – dedica-se à produção de maracujá, café e pimenta-do-reino.
Cordial, o diretor presidente Fábio Fiorot, que tem uma história de quase cinco anos com a instituição, em entrevista a ProCampo, prevê um futuro muito otimista e duradouro para o setor de frutas. “Estaremos implantando os pólos de goiaba e abacaxi, como alternativas de diversificação aos produtores, sempre com preços de compra definidos”, esclarece.

ProCampo - Como é, como funciona e qual a área de atuação da Coopruj?
Fábio Fiorot - A Coopruj é uma entidade que representa os produtores na comercialização de seus produtos (maracujá, café, mamão, goiaba, abacaxi, coco etc). Foi fundada em setembro de 2006 com 31 produtores cooperados e atualmente conta com 266, atuando em todo o Espírito Santo e sul da Bahia.

ProCampo - Qual foi a dificuldade enfrentada pela Coopruj no ano de 2010?
Fábio Fiorot - Tivemos alguns problemas na comercialização, devido os altos volumes de maracujá, nosso contrato com a indústria é de 5.000 toneladas e tivemos uma produção de 14.000 toneladas, fazendo com que o preço da fruta entregue além do contrato tivesse uma redução. Mesmo com essas dificuldades a Coopruj nesse ano construiu um galpão de beneficiamento de 700 m², adquirimos mais 4.000 caixas plásticas para atendermos melhor os produtores, isso com recurso próprio, e instalamos a máquina de beneficiamento para maracujá, um veiculo Gol e esteira de carregamento, com recurso do Governo do Estado - Seag, através de emendas parlamentares do deputado Atayde Armani, deputado Freitas e ex-deputado Paulo Roberto Ferreira. Com isso o balanço geral foi positivo.

ProCampo - Em sua opinião quais são os principais problemas que os produtores capixabas enfrentam?
Fábio Fiorot - Um dos principais problemas é a falta de profissionalização dos produtores na condução das lavouras, além da falta de uma grade de defensivos registrados para a cultura, fazendo com que em alguns momentos da vida da planta os produtores tenham que buscar produtos não registrados, outro fator tem sido a variação climática que temos enfrentado nos últimos anos, hora muita chuva hora seca e temperatura muito elevadas ultrapassando os 30 graus, inviabilizando a cultura e produtividade.

ProCampo - Que conselhos poderiam ser dados para quem pretende plantar maracujá?
Fábio Fiorot - Eu diria que o momento é de cautela, as áreas de plantio cresceram muito e o mercado não absorveu toda produção sem que o preço ficasse inviável. Além de aconselhar os produtores para que possam entrar nos novos pólos que estão sendo implantados na Coopruj.

ProCampo - O Senhor assumiu a presidência da Coopruj no segundo semestre de 2010. Quais suas metas e objetivos?
Fábio Fiorot - Após 3 anos e meio como diretor comercial, assumi a presidência da Coopruj, com uma super safra que acabou por gerar alguns problemas na comercialização, que até então não havíamos enfrentado, fazendo com que tivéssemos que ampliar as nossas vendas com as indústrias de outros Estados. Hoje, contamos com um contrato de 5 milhões de quilos de maracujá. Um de nossos objetivos está na aquisição de um concentrador, máquina esta que será instalada na Trop Frutas do Brasil e poderemos aumentar nosso contrato de 5 para 10 milhões de quilos de maracujá para a próxima safra. Estaremos também ampliando os pólos de goiaba e abacaxi com o concentrador, dando assim mais opções de plantio para os produtores, sempre com o preço e volume definidos no custo de produção, ano a ano, com o contrato de 10 anos. Nesse ano, começaremos a comercializar café. Nosso objetivo é consolidar a produção de maracujá adequando volume com a demanda da indústria, implantar pólos de goiaba e abacaxi e fortalecer o comércio de café, assim fortalecendo os produtores. Sempre contando com o apoio da Secretaria de Agricultura do Estado, através do secretário Enio Bergoli, que não mede esforços para desenvolver a fruticultura através da Coopruj no norte do Estado.

Entrevista publicada na 30ª edição da revista ProCampo (Fev/Mar 2011).


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