Revista ProCampo - Uma Leitura Produtiva

 

 
de 2017.   51ª Edição (Agosto/Setembro)  
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Entrevistas

 

18.04.2011 - 09:41

O cooperativismo como causa

Para os cooperados, tranquilidade na hora de vender a produção

O setor heivícola passa pela sua melhor fase no agronegócio. Os diretores Geraldo Rocha, presidente; Humberto Nunes de Moraes, secretário e Pedro Inácio Wandekoken, comercial - de uma das mais importantes cooperativas capixabas, localiza em Vila Velha e com atuação em todos municípios produtores de borracha da região sul e metropolitana capixaba, Zona da Mata de Minas Gerais e norte Fluminense - falaram à revista ProCampo sobre as vantagens para o produtor de borracha (heveicultor) se vincular à Cooperativa dos Seringalistas do Espírito Santo - Heveacoop. Na bagagem, o conhecimento de quem há 20 anos atua nas áreas de recebimento, logística, assistência técnica, treinamento de mão-de-obra, etc - afora a representação da classe produtora junto aos orgãos federais e estaduais.
“Atualmente a Cooperativa possui em seu quadro social, cerca de 170 cooperados, comercializa aproximadamente três mil toneladas de coágulos por ano e goza de perfeita estabilidade econômica e financeira”, destacam os diretores.
A Heveacoop comemora no dia 17 de maio o transcurso de 20 anos de atividades.

ProCampo - Contem-nos de que maneira e quando se deu a criação da Heveacoop? E, qual a situação atual e os objetivos?
Diretoria Heveacoop - A Heveacoop foi fundada em 19 de maio de 1991, com 30 associados, no auditório do Incaper, em Vitória, cujo grupo pioneiro contava à época, com assessoria direta de técnicos da então Emater, com o objetivo de promover o desenvolvimento sócio econômico dos heveicultores do Espírito Santo.
O mercado de borracha até 1991 era dominado por alguns compradores de São Paulo, Bahia e Espírito Santo, que não ofereciam garantia e segurança de compra ao produtor, além de estabelecer preço sem critério claramente definido, ficando o seringalista com poucas opções de negócio, com seu produto desvalorizado.
Atualmente a Cooperativa possui em seu quadro social, cerca de 170 cooperados, comercializa aproximadamente três mil toneladas de coágulos por ano e goza de perfeita estabilidade econômico financeira.
Em 20 anos a Heveacoop comercializou 40.136 toneladas de coágulos.

ProCampo - Quais as vantagens para o produtor (heveicultor), que se vincula à Heveacoop?
Diretoria Heveacoop - A principal vantagem para o associado da Heveacoop é a comercialização com segurança e a certeza de que os lucros da venda se revertem para ele mesmo, já que não existe nenhum intermediário no processo de comercialização. No exercício de 2010, mesmo com o repasse de 85% da receita aos associados, ainda distribuiu sobra aos cooperados.
Além disso, a Cooperativa oferece treinamento de mão de obra, assistência técnica, presta assessoria no estabelecimento de contratos de parceria, coloca à disposição dos associados, hastes de clones selecionados para enxertia de mudas, distribui produto para acelerar a coagulação da borracha em dias de chuva, além de representar a classe seringalista atuando nos órgãos federais e estaduais.

ProCampo - Quais são os projetos da cooperativa para o futuro?
Diretoria Heveacoop - Buscar o aperfeiçoamento da comercialização da produção de borracha natural de seus cooperados, sempre nas condições mais vantajosas de mercado.
Atribuir valor à qualidade da borracha, aprimorando o sistema de concessão de prêmio de qualidade, remunerando individualmente o associado pelo padrão da borracha entregue para comercialização. 

ProCampo - O que mais poderia incentivar o crescimento do setor heiveícola capixaba?
Diretoria Heveacoop - O crédito rural disponível e oportuno aos agricultores;
- O conhecimento de novas tecnologias e a disponibilidade de assistência técnica oficial;
- O incentivo à produção de mudas de alta qualidade;
- O mercado em situação de demanda. 

ProCampo - Fala-se que a heveicultura vive um boom (seu melhor momento). Os senhores concordam?
Diretoria Heveacoop -  Sim. Historicamente o setor passa pela melhor fase, tanto nacional, quanto internacionalmente.
O que coloca a borracha natural nesta situação de quase euforia está sendo a valorização do produto, provocada pela crescente demanda da indústria pneumática, resultando nos elevados níveis de preços.
Superada a crise econômica internacional, ocorreu grande crescimento da demanda mundial de matéria prima, cuja produção não tem sido suficiente para acompanhar.

ProCampo - Falem um pouco como está a demanda nacional de borracha natural (vegetal)?
Diretoria Heveacoop -  A demanda nacional é sempre muito significativa, uma vez que o Brasil produz apenas cerca de 30% de suas necessidades. O mercado fica ainda mais ativo pela influência direta da demanda internacional que provoca dificuldades para disponibilizar o produto  para o país.

Entrevista publicada na 31ª edição da revista ProCampo (Abr/Mai 2011).


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