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04.09.2013 - 16:04

Wanderlino Bastos, o precursor da muda clonal de café conilon

Há mais de vinte anos o cafeicultor de conilon só planta mudas produzidas por propagação vegetativa (clonagem) a partir de material coletado de jardins clonais – bancos de germoplasmas/jardins de coletas. “Esse meio de propagação mantém as características genéticas desejáveis da planta mãe, permitindo a homogeneidade da lavoura, além de apresentar precocidade inicial de produção”, explica o engenheiro agrônomo e professor Fábio Luiz Partelli.
Aqui no Espírito Santo, a grande maioria dos cafezais formados a partir de mudas clonadas apresenta altos índices de produtividade. De acordo com o engenheiro agrônomo e consultor autônomo José Sebastião Silveira, é possível alcançar produtividades médias, em dez anos, de oitenta sacas por hectare.
Em meio a essa grande revolução tecnológica está um homem de 72 anos, com quem tive oportunidade de conversar de modo prazeroso durante algum tempo no mês agosto último. Ele é Wanderlino Medeiros Bastos, formado em Agronomia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro em 1967, criador do G-35 e fundador, junto com seu irmão Eumail, do viveiro Verdebrás Biotecnologia em São Gabriel da Palha/ES.

Pioneirismo e história

Falar de café conilon com Wanderlino não significa somente ter uma aula de história sobre o passado da cafeicultura de conilon capixaba, é também vislumbrar as possibilidades futuras e os entraves da atividade – afora a oportunidade de conhecer a história da muda clonada de café conilon no Espírito Santo, que está diretamente associada a sua figura.
“No início a muda clonal era um bicho papão. Todos diziam que a planta morreria por volta do 5º, 6º, 10º ano de cultivada. Eu me espelhei nos trabalhos de produção de mudas de clonadas de eucalipto da Aracruz Celulose”, lembra.
Segundo ele, o trabalho de clonagem começou em 1982 a partir da seleção de matrizes de uma lavoura de sementes com 105 mil pés em Vila Valério (ES). Lavoura esta, originada de outra centenária no município de Nova Venécia (ES). “Nessa lavoura de Vila Valério foram separadas 600 plantas, que deram origem ao primeiro jardim clonal, usando como critério de seleção: bom enraizamento, carga pendente e tamanho de grão, principalmente”, explica.
Wanderlino relata que, dentro dessas 600 plantas, foram selecionados os clones G-20 (G significa grãos grandes e 20, vinte litros por pé), depois os G-30, numa seleção mais apurada, e, finalmente, os G-35 que é o resultante de clones que produziam 35 litros por planta.
Hoje morando na Bahia, onde, além de café, cultiva e comercializa açaí, Wanderlino continua acreditando no futuro da cafeicultura de conilon. Partilho com o “Precursor da muda clonal de café conilon”. A razão: estima-se que o café robusta/conilon, estigmatizado pela qualidade inferior ao da espécie arábica, já faça parte de praticamente metade dos blends de café industrializados no Brasil, algo entre 10 e 11 milhões de sacas, diante de um consumo doméstico anual estimado em 20 milhões de sacas.
O engenheiro agrônomo e consultor Rogério Emílio Chiabai informa que a demanda por café avança na Ásia, em especial na China, Coréia do Sul e Índia. Assim, deve crescer o consumo de café robusta na forma de solúvel, em substituição ao tradicional chá.

Em tempo: Esse texto tem o objetivo de prestar homenagem a um grande profissional Capixaba, que foi responsável por um marco positivo e importante na cafeicultura de conilon, a muda clonal.


Reportagem publicada na 45ª edição (Ago/Set 2013) da revista ProCampo
por Antonio de Pádua Motta
Eng. agrônomo, produtor rural e editor revista ProCampo
apmotta@revistaprocampo.com.br
É proibida a reprodução total ou parcial sem autorização expressa dos editores ou do autor.


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