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05.11.2013 - 15:13

Conilon para todos, menos para as pragas e as doenças

O Espírito Santo é o segundo maior produtor de café no Brasil, com uma área plantada de aproximadamente  552 mil hectares e produção estimada de 12,6 mil sacas. As lavouras da variedade Conilon (Coffea canephora), respondem por 290 mil hectares - cerca de 70% da safra ou 9,3 mil sacas.

A cafeicultura do estado vem se destacando anualmente devido à adoção de novas tecnologia, principalmente no que se refere à seleção de novos clones de Conilon, irrigação, nutrição e manejo das áreas. Essas tecnologias melhoraram muito a produtividade e estão garantindo a sustentabilidade da produção, tanto nas propriedades empresariais quanto  nas  familiares, que são predominantes na região. Contudo, um dos grandes desafios na cultura de Conilon é o manejo de pragas e doenças, que ano a ano vem se intensificando em função de fortes variações climáticas, e desafiando os métodos tradicionais de controle. Dentre elas se destaca a ferrugem do café (Helmileia vastatrix Berk e Br), que é a doença mais temida pelos produtores da variedade Arábica e nos últimos anos está se tornando séria ameaça também às lavouras de Conilon em todo o Estado. Em área com irrigação por aspessão, notadamente com produção mais elevada e condições favoráveis à ferrugem, seus níveis de danos têm sido tão severos quanto em lavouras de Arábica.

A ocorrência da doença é favorecida por fatores ligados à resistência ou suscetibilidade dos clones hospedeiros, à presença do patógeno e, claro, ao ambiente e suas variações climáticas. Destes, os principais elementos que permitem inferir sobre a ocorrência e a severidade do ataque da ferrugem, com grandes prejuízos ao cafeicultor, são a carga pendente (produção), adubação desequlibrada e a densidade de planta (hastes) por área.

Cochonilha

Entre as pragas causadoras de perdas significativas na produtividade do café Conilon capixaba está a cochonilha branca da roseta (Planococcus sp), que vem se tornando há alguns anos a principal “peste“ em diversos municípios onde se cultiva a variedade. Devido ao pouco conhecimento sobre a biologia deste inseto, é muito difícil designar uma medida eficiente de controle. Atualmente se desconhece os níveis de danos causados quando a conchinilha se encontra no solo em fase larval, porém quando se aloja nas “rosetas”, junto ao pedúnculo dos frutinhos, ela suga a seiva causando quase a perda total dos ramos atacados e, muitas vezes, destruindo a produção inteira da planta. Como o ataque inicia-se em reboleiras, o monitoramento é a palavra-chave para identificar o início do seu aparecimento e controle.

Nesse sentido, várias medidas de prevenção contra a ferrugem e a cochonilha podem ser tomadas para evitar grandes prejuízos, como a escolha dos clones para compor a lavoura, espaçamento adequado, manejo de podas, adubação equilibrada e controle químico. A utilização de defensivos deve ser precedido de um levantamento da incidência da ferrugem e da cochonilha ou pelo histórico de ocorrência na área, de forma a se obter a melhor relação custo benefícios.

Via solo

Devido às dificuldades de pulverização da lavoura de Conilon no pico da ferrugem -  que pode acontecer próximo à colheita - por conta do entrelaçamento dos ramos produtivos, a combinação de tratamento com produtos aplicados via solo torna-se uma alternativa mais segura para os agricultores controlarem e retardarem ao máximo a entrada da doença na área. Faz-se uma aplicação de fungicida no período chuvoso, de outubro a dezembro, e outra complementar em fevereiro, quando ainda há facilidade de pulverização.

Além do controle da ferrugem o tratamento de solo baixa a população da cochonilha da roseta minimizando seus danos na parte aérea. Outro grande benefício, principalmente quando se aplica o Triadimenol, é potencialização do sistema radicular que passa a absorver mais água e mais nutrientes, preparando a planta para suportar as condições adversas de temperaturas e  déficite  hídrico, melhorando o potencial produtivo e minimizando os danos causados pelas  pragas e doenças.

Para suporte e assistência aos produtores, a Bayer conta com uma rede de distribuição que anualmente é treinada em um evento denominado CTB (Centro de Treinamento Bayer) sobre os principais problemas fitossanitários da cafeicultura e as principais soluções. Neste evento existe uma grande troca de experiências de forma que todo o grupo desenvolve novas habilidades e aprende a levar soluções técnicas e econômicas para que os cafeicultores uma cafeicultura mais produtiva, com menos pragas e menos doenças.

Artigo publicado na 46ª edição (Out/Nov 2013) da revista ProCampo
por José Lourenço de Paiva Freitas
ADM – Marketing Bayer DNCentro
jose.lourenco@bayer.com
É proibida a reprodução total ou parcial sem autorização expressa dos editores ou do autor.


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