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08.01.2014 - 17:18

Deficiência de zinco

Faz-se necessário, no momento da implantação do seringal, considerar-se questões relativas à necessidade dos micronutrientes

A seringueira (Hevea brasiliensis Müll. Arg.) é originária da região amazônica do Brasil. Considerada a 2ª espécie florestal em importância no Espírito Santo, os seringais de cultivo começaram a ser implantados no Estado a partir da década de 70, depois da observação de dois pequenos seringais instalados no município de Viana, nos anos de 1960 e 1962, que apresentaram boas produções e estavam livres do fungo Microcyclus ulei - responsável pelo mal das folhas, que tem como único hospedeiro a seringueira (parasitando somente os folíolos novos do reenfolhamento).

As necessidades de adubos e corretivos para a seringueira, na maioria dos países produtores de borracha, fundamentam-se na análise do solo e/ou, de folhas, nas chaves descritivas de sintomas de deficiências minerais e também nos resultados de experimentação com aplicação de fertilizantes.

Formação do seringal

Geralmente, a adubação de formação (plantio) de seringueira tem sido realizada à base de NPK - Nitrogênio, Fósforo e Potássio, e eventualmente, com calcário dolomítico – Cálcio (Ca) e Magnésio (Mg). Entretanto, tem-se constatado que apenas a aplicação desses macronutrientes não satisfaz à demanda inicial da seringueira, principalmente do clone FX 3864, o mais plantado (e também o mais produtivo) em todo o Estado do Espírito Santo. Contudo, faz-se necessário, nesse momento da implantação do seringal, considera-se questões relativas à necessidade dos micronutrientes, Zinco (Zn), Cobre (Cu) e Boro (B), principalmente.

Na foto da figura 1 pode-se visualizar sintoma visual de deficiência de zinco (Zn) em porta-enxerto (cavalo), no município de Sooretama (ES). Também nos seringais em formação são comuns deficiências desses micronutrientes (figura 2), como se vê, por exemplo, no município de São Mateus (ES).  A interação zinco-fósforo tem sido estudada em muitos experimentos, verificando-se, que em muitos casos, a deficiência ocorre comumente em solos com alto teor de fósforo nativo ou com aplicação de doses elevadas de fósforo (P205).

Uma vez constatada a deficiência, é necessária a realização de pulverizações com sulfato de zinco (ZnSO4) a 0,5%, quer dizer, 100 gramas de (ZnS04) diluídos em 20 litros de água, via folha, a qual tem comprovada eficiência. No comércio existem misturas já formuladas e de concentração conhecidas, que poderão ser utilizadas.

Assim, dada a grande variabilidade na fertilidade dos solos, por ocasião do estabelecimento do seringal, deve ser realizada a análise de solo, devendo serem amostradas as camadas de 0,0 – 0,20m e 0,20 – 0,40m, e em seguida, mostrar o resultado a um engenheiro agrônomo de sua confiança.

Matéria publicada na 47ª edição (Dez/Jan 2014) da revista ProCampo
por Antonio de Pádua Motta
Eng. agrônomo, produtor rural (heveicultor) e editor da revista ProCampo
apmotta@revistaprocampo.com.br
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