Revista ProCampo - Uma Leitura Produtiva

 

 
de 2017.   51ª Edição (Agosto/Setembro)  
Publicidade

Anuncie Aqui!

Notícias

 

18.03.2014 - 18:43

No REINO da pimenta

Na região Norte do Espírito Santo, a cultura da pimenta-do-reino vive um momento único em
sua história, após alcançar a marca de R$ 16,00 o quilo em dezembro do ano passado

A pimenta-do-reino (Piper nigrum) é originária da Índia e, desde a década de 1930, quando foi introduzida no Brasil, por imigrantes japoneses, tem sido uma alternativa de diversificação agrícola importante. Hoje, a produção nacional está concentrada em três estados, Pará (80,0%), Espírito Santo (12,0%) e Bahia (6,0%).

Atividade tradicional da agricultura da região Norte do Espírito Santo, principalmente de agricultores familiares, o cultivo da pimenta-do-reino desliza em céu de brigadeiro, capitalizando os pipericultores. Em São Mateus, município maior produtor, observa-se  um cenário de euforia (e preocupação) em relação ao futuro do setor. Conforme depoimento de pipericultores do município, os irmãos Daví e Fernando Zancanella e depois o agrimenssor Radagázio Teixeira, foram os pioneiros em plantios comerciais.  Dário Martin é lembrado também, como um dos precursores.

De acordo com a Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), a cultura da pimenta-do-reino está presente em aproximadamente 2.500 propriedades rurais, ocupando uma área em torno de 3 mil hectares. A produtividade varia de 2,0 mil a 5,0 mil quilos de pimenta-do-reino seca por hectare. Segundo levantamento realizado pela revista ProCampo junto as principais instituições financeiras que operam com crédito rural na região, no ano de 2013, foram financiados em torno de 2,0 mil hectares para implantação de novos pimentais. Isso sem contar que há aqueles que plantam com recursos próprios.

Preços animadores
 
Um dos motivos apontados pelo produtor e comerciante de São Mateus, Pedro Sacconi, para o aumento da área plantada foram os preços animadores praticados nos últimos anos. “No final do ano de 2010, a pimenta-do-reino foi comercializada a R$ 7,00 o quilo. A partir daí não parou de subir. Hoje o produtor recebe mais de R$ 15,00 pelo quilo. Tem muita região nova plantando”, diz Sacconi.

Aliado a isso, outro fator determinante para a expansão do plantio foi o advento do uso do tutor de eucalipto tratado, que substitui a madeira de espécies nativas de floresta, hoje praticamente inexistente. Como todos sabem, a pimenteira-do-reino é um arbusto cultivado apoiado em tutores mortos (e vivos, eventualmente).

Esse momento de boom espetacular do setor levou a instalação de dezenas de indústrias de tratamento de madeira de eucalipto na região.

A bem a verdade, convém lembrar que a pimenta-do-reino tem um histórico bastante conhecido de variabilidade dos preços, por se tratar de uma commodity. E o produtor que planta hoje sabe quais são os preços do momento, mas não os de amanhã. Essa é a aposta.

Matéria publicada na 48ª edição (Fev/mar 2014) da revista ProCampo
por Antonio de Pádua Motta
apmotta@revistaprocampo.com.br
É proibida a reprodução total ou parcial sem autorização expressa dos editores.


Edições Anteriores

23.09.2014 - 12 de outubro. Dia do Engenheiro Agrônomo

23.09.2014 - O mosaico do mamoeiro e o mamão de quintal

23.09.2014 - Parasitos: Importantes vilões da produção pecuária

23.09.2014 - Três cultivares de café conilon são protegidas pelo Incaper

23.09.2014 - A certificação fairtrade no café


 voltar  |  topo  |  home

Publicidade

 

Anuncie Aqui!

Anuncie Aqui!

Anuncie Aqui!

Anuncie Aqui!

 

Parceiros

 
  • Cedagro
  • Defagro
  • Midas
  • Cooabriel
  • Incaper
  • Seea
  • Senar
  • CCA-Ufes

Revista ProCampo - A Revista do Agronegócio Capixaba

Endereço: Rua Vinte e Dois de Abril, 09 - B.N.H. - Linhares/ES - 29902-180

Telefone: (27) 3373-3424 // 9984-5808

Email: procampo@revistaprocampo.com.br

"Criando sua empresa na internet"