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23.02.2011 - 10:57

Alta nos preços da carne vai continuar em 2011?

As commodities alimentícias em geral desde 2006, com um breve interregno em 2009, devido a crise econômica mundial, apresentam uma clara tendência de alta de seus preços. No caso específico das carnes, notadamente a três mais consumidas (suína, frango e bovina), o processo é idêntico e no caso específico do Brasil, em 2010 a elevação de preços para o consumidor final foi muito significativa superando na média 30% em apenas 12 meses, com casos de altas de cortes específicos de carne bovina de quase 70% em um ano.
Diante deste cenário uma questão cuja resposta é da maior relevância para consumidores, produtores e todos os demais integrantes das cadeias produtivas é: As altas de preços continuarão em 2011?
Para responder a esta questão temos evidentemente que entender as causas do movimento de alta que se verificou de forma muito intensa em 2010.
Sabe-se que a carne bovina devido à clara preferência dos brasileiros por esta carne é que acaba “puxando” os preços da carne de frango e suína. Ou seja, quando a carne bovina está em alta, independentemente de condições específicas de oferta e de carne de frango e carne suína os preços destas acabam subindo e quando a carne bovina está em baixa o preço das duas outras carnes também tende a cair. Logo, entender os movimentos de alta e baixa da carne bovina pode ser também a chave para entender os movimentos de preços da carne de frango e suína.
Os preços da carne bovina são muito determinados pelo chamado “ciclo longo” pecuário. Um ciclo de preços com aproximadamente seis anos de duração divididos em três anos de alta e três anos de baixa de preços.

Cíclico

Grosso modo o ciclo funciona da seguinte forma: Num período de preços baixos os pecuaristas ficam descapitalizados e desmotivados em investir na atividade, pelo contrário, procuram desinvestir, e o fazem abatendo fêmeas isto provoca uma redução dos nascimentos que depois de um tempo (lembrar que o ciclo de produção de um boi no Brasil é na atualidade de aproximadamente 34 meses), redunda em redução de oferta e aumento de preços.
Com o aumento dos preços, os pecuaristas ficam estimulados a reter fêmeas, isto leva ao aumento dos nascimentos e conseqüente aumento de oferta de animais para abate e baixa de preços reiniciando o ciclo.
Em 2007 teve início um ciclo de alta (depois de um preço recorde de baixa em 2005), este ciclo deveria teoricamente se esgotar em 2010, mas um fator externo, a crise econômica mundial interrompeu o processo de retenção de fêmeas, o que deve prolongar o ciclo de alta pelo ano de 2011.
Ou seja, no que depender da carne bovina a resposta é sim, os preços continuarão pressionados para cima durante 2011, devido à oferta ainda restrita desta carne. Evidente que assim como a crise econômica, fatores externos poderão interferir ampliando ou mitigando o processo de alta, mas na ausência de fatores externos os preços ficarão em alta em 2011.

Artigo publicado na 30ª edição (Fev/Mar 2011) da revista ProCampo
Por osé Vicente Ferraz
Eng. agrônomo e diretor técnico da Informa Economics FNP
vicente.ferraz@agrafnp.com.br


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