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18.04.2011 - 10:30

Correias: conservação e manuseio adequado

O funcionamento adequado de máquinas e motores agrícolas depende, e muito, da qualidade e do estado de conservação das correias utilizadas

Cuidados básicos e simples com as correias usadas em máquinas agrícolas podem resultar numa economia considerável, aumento do tempo de vida útil e maior rendimento da máquina. Antes de iniciar qualquer atividade de curta ou longa duração, é bom observar o estado das correias e substituí-las quando comprometerem o rendimento da máquina.

O funcionamento adequado de máquinas e motores agrícolas depende, e muito, da qualidade e do estado de conservação das correias utilizadas. De nada adianta um motor ou máquina regulada e perfeito estado de funcionamento se as correias, que fazem a ligação com as demais partes da máquina, estiverem com problemas, é possível que o desempenho geral do equipamento estará comprometido. Mesmo após a escolha da correia, tipo, tamanho etc., e a sua correta instalação, deve-se tomar alguns cuidados básicos de conservação e manutenção.

A seguir, alguns cuidados e recomendações para o uso correto e eficiente das correias em motores e máquinas agrícolas:

- A correia não deve ser forçada contra a polia, com uma alavanca ou qualquer outra ferramenta, pois poderá ocorrer a ruptura do envelope ou dos seus cordonéis;

- Quando as correias funcionam em pares ou em conjuntos, não é recomendável o uso de correias novas com correias velhas, pois a correia nova será sobrecarregada. No caso de necessitar repor o jogo de correias, faça-o por um novo jogo completo e não parcial. Por exemplo, em um conjunto moto-bomba, quando houver a quebra da correia primária da tração, existe a necessidade de trocar a correia secundária da tração também, evitando assim a sobrecarga na correia nova;

- O mau alinhamento das polias pode comprometer a capacidade e diminuir o tempo de vida útil das correias. O correto alinhamento é essencial para obter-se uma longa vida das correias em “V” e das polias. Uma régua tocando nos quatro cantos indicados das polias garante o alinhamento, desde que as paredes laterais das polias tenham as mesmas dimensões.

- No que se refere ao tensionamento, o lado bambo das correias deve ficar para cima, desde que as mesmas não estejam esticadas.

- Deve-se evitar que haja correias com lado bambo para cima e outras com lado bambo para baixo. Desta forma, elas não se acomodarão uniformemente quando forem tensionadas nas polias para o início da operação;

- Não é recomendado o armazenamento das correias penduradas em cabides por longo tempo, quando estas forem  compridas. O comprimento máximo da correia deverá ser 1,75 m. O acondicionamento em prateleiras é o mais indicado. Numerar o local de armazenamento em ordem seqüencial facilita uma rápida identificação. Nunca acondicionar as correias perto de janelas que permitam exposição à irradiação solar, poeira, umidade e calor excessivo. Não se deve armazenar as correias em locais onde possam entrar em contato com óleos, graxas, ou qualquer outro material que possa vir a contaminar as correias;

- As correias quando expostas a óleos, gorduras, gasolina e outros solventes (especialmente combustível tipo diesel), tendem a perder suas propriedades físicas originais em razão de expansão dos materiais (borracha). Além disso, gordura ou óleo podem causar escorregamento e deixar a transmissão impossível de ser operada. Isso acontece porque correias tipo “V” dependem da fricção lateral com as polias para um funcionamento correto. Portanto, todo cuidado deve ser tomado para proteger as correias e as polias contra gasolina, combustível diesel, vazamento e derrame de óleo. Não pinte a correia nem tente protegê-la com qualquer tipo de material. Use-a em seu aspecto natural, como fornecida pelo fabricante;

- Cargas de choque ocorrem frequentemente em máquinas agrícolas, porque os motores são comumente invadidos por cargas repentinas, as quais, obviamente, acrescentam inesperadamente uma tensão extra à correia. Até certo ponto, uma partida de motor ou engajamento da embreagem de transmissão também causam uma sobrecarga instantânea. Todos esses fatores podem e normalmente resultam em vida útil mais curta, causando danos às correias. O efeito da carga de choque deve ser minimizado com a operação adequada da máquina conforme instruções do fabricante;

- Paredes laterais gastas/espelhadas indicam constantes derrapagens (deslizes), e o motivo pode ser: sujeira excessiva, polias com canais irregulares, óleo no sistema ou falta de tensão nas correias. Correias quebradas ou excessivamente gastas podem ser o resultado da presença de materiais estranhos entre a correia e a polia. Correia arrebentada, quebrada em pedaços (despedaçada), acontece quando a máquina pega velocidade e o condutor tenta parar de repente, puxando a alavanca. Portanto, deve-se evitar ao máximo os “trancos”, evitando assim a ruptura da correia.

Artigo publicado na 31ª edição (Abr/Mai 2011) da revista ProCampo
por Edney Leandro da Vitória
Doutor em Engenharia Agrícola, Mecanização Agrícola
Depart. de Ciências Agrárias e Biológicas CEUNES/UFES
edney.vitoria@ceunes.ufes.br


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