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18.04.2011 - 10:56

Vacinação contra febre aftosa

Proibição do uso da vacina contra a febre aftosa em equideos, suídeos, ovinos, caprinos e outras espécies

As espécies reconhecidas como susceptíveis à febre aftosa são os animais biungulados domésticos ou selvagens.  Assim, a febre aftosa é considerada uma infecção natural dos bovinos, ovinos, bubalinos, caprinos, suideos, bisontes, javalis, camelos, lhamas, alpacas, vicunhas, guanacos, antílopes, cervos e veados.

Entre os não biungulados foi demonstrada a suscetibilidade de elefantes e dos carpinchos (Hidrochoerus hydrochoeris).

Nos humanos a ocorrência é excepcional.

A Instrução Normativa Mapa nº 44, de 2 de outubro de 2007, aprova as diretrizes gerais para a Erradicação e a Prevenção da Febre Aftosa, a serem observadas em todo o Território Nacional, com vistas à implementação do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) e no Capítulo V Art. 15, dispõe sobre a vacinação. Nº Art. 17, inciso II, a seguir transcrito: “a vacinação sistemática e obrigatória, em áreas definidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Mapa, deve ser realizada em bovinos e bubalinos de todas as idades. É proibida a vacinação de caprinos, ovinos e suínos e de outras espécies susceptíveis, salvo em situações especiais com aprovação do Mapa”.

A seguir descreveremos as peculiaridades de cada espécie, razão pela qual e com muito embasamento técnico-científico, o Mapa proíbe a vacinação nas mesmas:

Equídeos - Todos os solípedes (equídeos) são resistentes à enfermidade (Olascoaga et al, 1999).

Suídeos - Os suídeos são altamente susceptíveis, porém não respondem bem à vacinação. Numerosos estudos tem sido realizados, sendo encontradas várias discordâncias. Os resultados da vacinação dos suínos são inconsistentes ou medíocres. Lucam e cols, 1962, utilizaram vacinas monovalentes em doses que variavam de 1,4, 16 e 64 ml. Os resultados desses experimentos mostraram que para conseguir 50 % de proteção contra a generalização podal com uma só dose de vacina, era necessário aplicar uma dose de 51 ml, ou seja, 30 vezes a dose usada para proteger 100% dos bovinos.

Com base no comportamento da febre aftosa em suínos e das modalidades de manejo, se pode concluir que não se justifica incluir a vacinação sistemática dos suínos nos programas oficiais. Ressaltamos que a educação Sanitária adquire grande relevância e que os criadores devem ser esclarecidos e orientados para manter as explorações de bovinos separadas. Inclusive com cuidados higiênicos sanitários e entrada controlada de alimentos, pessoas, utensílios, etc. Nesses casos a vacinação seria realizada só em situações de risco, correspondendo às autoridades sanitárias manter um estoque de vacina oleosa de emulsão dupla para uso oportuno.

É importante ressaltar ainda que, a introdução da febre aftosa em suínos geralmente ocorre através da alimentação. Dessa forma a febre aftosa em suínos pode ser considerada como consequência da doença em bovinos e ovinos. Não se pode deixar de destacar que o suíno tem um grande papel de multiplicador do vírus em função de sua alta susceptibilidade, capacidade de multiplicação viral e consequente eliminação em concentrações elevadas.

Por este motivo é chamado amplificador da doença. Por exemplo: se o bovino elimina 10² unidades de vírus, quando ele passa ao suíno, são eliminadas 10.100 unidades de vírus no ambiente.

Ovinos e caprinos - Os ovinos apresentam boa resposta imunológica à vacinação. O problema da vacinação dessa espécie teve importância em países como a Grécia com uma população de ovinos e caprinos superior a 15 milhões de cabeças em comparação com a de bovinos em torno de 1,2 milhões. Nestes casos foi considerada importante a vacinação. Porém como a doença é relativamente benigna em ovinos e caprinos, deve-se considerar o aspecto epidemiológico de evitar criar ovinos e caprinos junto com bovinos.

Assim sendo, a estratégia adotada pelo Mapa é a vacinação da população bovina, obtendo o controle da doença com ausência da manifestação clinica e assim pode-se eliminar a febre aftosa sem a necessidade dessas espécies.

Artigo publicado na 31ª edição (Abr/Mai 2011) da revista ProCampo
por Telma Regina de Oliveira e Paula
Médica Veterinária – Fiscal FederalAgropecuário
Serviço de Inspeção e Saúde Animal – SISA
telma.paula@agricultura.gov.br


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