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de 2017.   51ª Edição (Agosto/Setembro)  
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04.07.2011 - 09:21

História do tombamento ou vergamento precoce de café conilon

Em nossas visitas as propriedades atendidas pelo Escritório Local da Emater de Colatina, hoje Incaper, aproximadamente há 20 anos, observamos um produtor em Novo Brasil, plantando café no espaçamento exageradamente largo, 5 metros entre fileiras por 2 metros entre covas; aí procuramos  nos aproximar e verificar os motivos que o levaram a optar por aquele espaçamento e oferecer  ajuda nas próximas etapas daquela lavoura, pois é esse o trabalho da Extensão Rural. Agora já conhecendo o proprietário, senhor Frederico Schiran,  ele nos informou que tal espaçamento era para permitir o plantio de outras culturas entre as fileiras e quando o café estivesse com  cinco anos ela cobriria toda área, o que são duas premissas verdadeiras e ele economizaria nas mudas além de experimentar um espaçamento maior, do que aquele já em uso. Foi aí que observando o espírito inovador do senhor Schiran, aproveitamos para propor uma Unidade de Observação que há tempos havíamos pensado e que consistia em forçar as mudas emitirem  muitas hastes enquanto elas ainda estão jovens, pois como sabemos; a emissão novas hastes quando o café já está com três anos é além do necessário, precisando até de contenção através de podas e desbrota. Diante da nossa proposta, ou seja, a implantação de uma Unidade de Observação que é uma das estratégias da Extensão Rural para testar uma nova tecnologia antes de submetê-la ao crivo da pesquisa, essa sim, com melhores condições de avaliar todas outras variáveis e chegar a uma conclusão embasada em dados estatísticos de condições adversas, comprovando assim a eficiência, eficácia etc. ou não, de uma  nova proposta tecnológica. O senhor Schiran por decisão própria resolveu fazer o vergamento ou tombamento em toda área recém plantada, que era de cinco ha e fomos acompanhando por vários anos, sempre com ótima produção, motivando a visita por várias comunidades de Colatina e de outros municípios, principalmente quando foi divulgado pelo programa de televisão “Jornal do Campo” da rede Gazeta.

Alguns tropeços...

Alguns produtores não tiveram tanto êxito como o que foi obtido nessa primeira Unidade de Observação, mas conseguimos identificar alguns pontos que devem ser observado para  obtermos  melhores resultados.
1 – O vergamento ou tombamento  produz melhores resultados quando é realizado em mudas grandes (com mais de quatro pares de folhas), pois quanto maior a quantidade de folhas maior o número de  brotos que se tornarão hastes produtivas.
2 – Quanto mais vergado, (mais perto do solo) a muda ficar deitada, mais ela é forçada a emitir novos de brotos, porém deve-se ter o cuidado, durante a época muito quente (Out- Fev), não encostar a muda no solo para evitar a queima e queda das folhas, podendo até matar a planta.
3 – Vergar as mudas sempre no sentido da outra muda na mesma fileira, não tombá-la para dentro da fileira evitando assim atrapalhar os tratos culturais.
4 – Como as mudas vergadas emitem vários brotos, elas ao crescerem ficam entrelaçadas, por isso é preciso separar uma haste da outra, forçando-as a se separarem uma das outras.
5 – Lembrar que o tombamento aumenta em muito a produção no inicio e por isso essa maior produção deve ser compensada com mais nutrientes (adubos), mais água, melhores tratos, etc.
6 – Observar e compreender  que o tombamento das mudas é uma tecnologia que aumenta  produção nos primeiros anos e que pode até quadruplicar a produção no inicio, mas quando o cafeeiro estiver adulto, é comparado ao café sem tombamento, e a quantidade de hastes o mesmo que a pesquisa indica para o café que não foi tombado.
Essas observações, e só observação, foram feitas durante o período em que estávamos em atividade como extensionista. Hoje o produtor para qualquer exploração agropecuária, mais do que precisa, deve procurar uma boa consultoria agropecuária, seja ela particular ou governamental, para que in loco tenha a melhor orientação e com isso melhor resultado nas suas atividades.

Artigo publicado na 32ª edição (Jun/Jul 2011) da revista ProCampo
por Sebastião Poncha
sebastiaoponcha@yahoo.com.br


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