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04.07.2011 - 10:17

A cultura do coqueiro anão no estado do Espírito Santo

A partir da década de 60, com o incremento do turismo, especialmente no litoral capixaba, houve um maior interesse no cultivo do coqueiro anão visando atender ao consumo de água do coco. O seu cultivo comercial foi  iniciado no município de São Gabriel da Palha, no então distrito de Vila Valério, hoje emancipado. Posteriormente, a partir da década de 90, houve um crescimento significativo na área plantada com coco anão nos municípios do litoral norte, notadamente em São Mateus, Jaguaré e Conceição da Barra, atingindo cerca de 15 mil hectares de área plantada no ano 2002.

Essa rápida expansão, entretanto, foi feita de forma desordenada acarretando diversos tipos de problemas, entre os quais a utilização de mudas de baixa qualidade, plantios em áreas inadequadas, falta de irrigação, controle fitossanitário deficiente, e pouca adubação. Tudo isso contribuiu para que ocorresse uma baixa produtividade nas lavouras, com produto de qualidade inferior, causando queda sensível nos preços recebidos pelos produtores, principalmente nos meses de março a setembro, quando a comercialização do produto é prejudicada pelo menor consumo.

Nos últimos anos, a área plantada com coqueiro tem diminuído, porém, o mais grave, é a constatação do abandono de uma parte significativa das lavouras, em decorrência dos preços achatados no período fora do verão, e também, por causa da baixa produtividade em decorrência do nível tecnológico empregado pela maioria dos produtores.

Segundo dados do IBGE, a área plantada em 2009 foi de 11.606 ha (tabela), com uma área em produção de 10.625 ha, com uma produção de 126,7 milhões de frutos. Entretanto, informações extra-oficiais dão conta de que a área plantada atual não ultrapassa a 10,0 mil hectares, com uma produção girando em torno de 100,0 milhões de frutos/ano.

Com a venda da empresa Agrococo em São Mateus para o grupo Amacoco (empresa líder de mercado de água de coco no Brasil), que recentemente passou o controle acionário para a Pepsi-CO, o agronegócio coco no Estado, tem tudo para ser reativado. Fato semelhante ocorreu com a D`Martins Coco e o grupo Wol Indústria e Comércio Ltda (Su Fresh).

Vale ressaltar também que em 2007 foi inaugurada a indústria Ducoco em Linhares, que no momento, está processando produtos de coco seco oriundos do Nordeste do País, mas segundo informações da própria empresa, existe a possibilidade de se trabalhar com a água de coco num segundo momento, desde que exista matéria prima disponível. A se confirmar este cenário promissor ter se á sem dúvida um novo ciclo de desenvolvimento na cultura, com reflexos na área plantada e também na produtividade, devido à adoção de novas tecnologias, e a retomada os investimentos na cultura. A Seag atenta a esse novo momento, espera contribuir para a organização do setor, planejando muito bem o fomento, da área plantada, evitando repetir os erros cometidos na década passada.

Artigo publicado na 32ª edição (Jun/Jul 2011) da revista ProCampo
por Dalmo Nogueira da Silva
Gerente Estadual do Programa de Fruticultura - Seag
dalmo@seag.es.gov.br


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