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04.07.2011 - 10:29

Uso de armadilha PET com solução atrativa para o controle de moscas-das-frutas

As moscas-das-frutas, particularmente as espécies do gênero Anastrepha (Figura 1) e Ceratitis capitata (Figura 2), estão entre as principais pragas da fruticultura no Brasil. Para o monitoramento e controle dessa praga, na década de 30 foi desenvolvida a armadilha chamada de frasco caça-moscas para a captura dos adultos dessa praga. O princípio do funcionamento dessa armadilha baseia-se no comportamento dos adultos da praga, os quais, em resposta aos estímulos químicos olfativos provenientes de um atrativo alimentar colocado no interior da armadilha, voam e penetram no interior da mesma. Na tentativa de se alimentar do atrativo usada na forma líquida, as moscas caem dentro da mesma e se afogam. O modelo mais conhecido é a armadilha McPhail (Figura 3).

Todavia, há poucas empresas que fornecem esse tipo de armadilha no mercado brasileiro, consequentemente, ela é ainda muito pouco utilizada pelos fruticultores. Contudo, é possível desenvolver um modelo de frasco caça-moscas com garrafa PET (Figura 4), com eficiência igual ou superior a McPhail.

Para confeccionar a armadilha PET, três quadrados de 1 x 1 cm são cortados na lateral da garrafa PET de 2 litros, a uma altura de 10 cm a partir da base da garrafa, e que deverão estar equidistantes um do outro. Esses quadrados vazados constituirão as aberturas laterais, pelas quais as moscas entrarão no interior da armadilha. Prender um arame no gargalo da garrafa, logo abaixo do encaixe da tampa, o qual será usado para pendurar a armadilha na fruteira. Para capturar os adultos das moscas-das-frutas, o interior da armadilha deverá conter uma isca, que é o atrativo alimentar. As iscas eficientes são as seguintes: proteína hidrolisada a 5%, melaço de cana-de-açúcar a 7% e suco da fruta, como suco de uva, pêssego ou goiaba a 10%. A isca deve ser diluída em água na concentração indicada e acrescentar 10g de bórax. A armadilha deverá ser abastecida com 300 ml da solução atrativa, sendo depositada no fundo da armadilha, com o auxílio de um funil, que deve ser fechada com a tampa para não permitir entrada de chuva.

A armadilha PET abastecida com a isca é pendurada na copa da fruteira a uma altura de 3/4 de sua altura, a partir do nível da superfície do solo, ficando geralmente na porção mediana da copa da árvore, altura em que normalmente se concentra um maior número de moscas. Deve-se também instalar a armadilha num galho de modo que fique mais para a periferia da copa e na porção menos exposta ao sol (de menor incidência de luz solar), que geralmente é a porção leste. Recomenda-se instalar de 1 a 2 armadilhas PET por hectare.

As armadilhas devem ser inspecionadas a cada 7 a 15 dias, no máximo, pois a partir daí a solução atrativa tende a diminuir sua eficiência quanto à atratividade das moscas e, portanto, diminuindo a captura dessa praga. Nessas inspeções, os insetos capturados são descartados (para fora do pomar ou enterrado no solo) e a solução atrativa é substituída, sendo a armadilha mantida sob inspeção periódica, obedecendo ao intervalo de tempo supracitado.

Informações mais detalhadas podem ser obtidas consultando a seguinte publicação dos autores: Aguiar-Menezes, E. L., Souza, J. F., Souza, S. A. S., Leal, M. R., Costa, J. R., Menezes, E. B. Armadilha PET para captura de adultos de moscas-das-frutas em pomares comerciais e domésticos. Seropédica, RJ: Embrapa Agrobiologia, 2006. 9p. (Circular Técnica, 16). Disponível em: https://www.cnpab.embrapa.br/publicacoes/download/cit016.pdf.

Artigo publicado na 32ª edição (Jun/Jul 2011) da revista ProCampo
por Elen de Lima Aguiar Menezes1, Eurípedes Barsanulfo Menezes2
e Michela Rocha Leal3
1Enga. Agrônoma, Doutora em Entomologia, Professora Adjunta da UFRRJ
emenezes@ufrrj.br
2Eng. Agrônomo, Ph.D. em Entomologia, Professor Titular da UFRRJ
3Enga. Agrônoma, Mestre em Fitossanidade


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