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04.07.2011 - 10:43

O Quarto de Milha dita o rumo

O animal tem extrema docilidade, conseguindo partidas rápidas, paradas bruscas,grande capacidade de mudar de direção, enorme habilidade de girar sobre si mesmo e é o preferido do criador, corredor de vaquejada e comerciante Paulo Bosi, de Colatina (ES)

Diz um ditado árabe que o verdadeiro paraíso terrestre reside sobre o dorso de um bom cavalo. Outro ditado árabe foi mais além: Diz que Deus criou o homem e logo em seguida a mulher. Então juntou a força e virilidade do homem com a beleza e a graça da mulher e fez o cavalo.

Cavalgadas, romarias, enduros, vaquejadas, turismo rural, provas de trabalho e de lazer (apartação, laço de bezerro, tambor, baliza), hipismo e adestramento, afora o simples prazer de cavalgar – tornaram o cavalo além de um ótimo entretenimento, um negócio.

A raça Quarto de Milha é a preferida do criador, corredor de vaquejada e comerciante Paulo Cézar Margotto Bosi, proprietário do centro de treinamento e parque para vaquejadas David Bosi, no sítio 02 Vendinhas, localizado no Córrego da Ponte, no município de Colatina (ES). Paulinho Bosi, como é conhecido, cria animais da raça há 32 anos.

“Tudo começou com meu pai, Ângelo André Bosi, com a aquisição do garanhão Heron, filho de El Zorreco com Dan's Boys Skipes”, conta Paulinho Bosi.

Genética

Ele lembra que todo trabalho de melhoramento genético começou através do cruzamento do garanhão Heron com éguas PO e mestiças que vieram do Rio de Janeiro e São Paulo, produzindo o plantel atual.

Paulo Bosi faz também questão de salientar dois pontos relevantes: a necessidade de se ter uma assistência técnica que dê suporte e acompanhamento da saúde dos animais e o cuidado com a alimentação. “O médico veterinário Andrei de Deus Mateus faz isso muito bem, diagnosticando e curando as doenças”, explica.

A acuidade com alimentação aliada ao melhoramento genético rende outra forma de ganho para o negócio, a venda de potros Quarto de Milha.

Origem e qualidade da raça

Conforme a Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha – ABQM, que tinha um quadro de 400 sócios em 1994, e que hoje elevou esse número para mais de 10 mil, a raça foi a primeira a ser desenvolvida na América. Ela surgiu nos Estados Unidos por volta do ano de 1600. Os primeiros animais que a originaram foram trazidos da Arábia e Turquia à América do Norte pelos exploradores e comerciantes e espanhóis.

Os garanhões escolhidos eram cruzados com éguas que vieram da Inglaterra. O cruzamento produziu cavalos compactos, com músculos fortes, podendo correr distâncias curtas mais rapidamente do que nenhuma outra raça.

Com a lida no campo, no desbravamento do oeste norte-americano, o cavalo foi se especializando no trabalho com o gado. Nos finais de semana, os colonizadores divertiam-se, promovendo corridas nas ruas das vilas e estradas nos campos, com distância de um quarto de milha (402 metros), originando o nome do animal.

O Quarto de Milha tem extrema docilidade, conseguindo partidas rápidas, paradas bruscas, grande capacidade de mudar de direção e enorme habilidade de girar sobre si mesmo. É bastante versátil e dócil, perfeito para a lida no campo e para a montaria por crianças, reunindo força, beleza e emoção.

“Pode creditar ao cavalo 70% pelo êxito do sucesso dos corredores nas vaquejadas”, observa Paulinho Bosi.

O criador não poupa elogios à raça: “Os animais são muito bonitos e fazem sucesso nas feiras, leilões e provas”, finaliza.

Agronegócio do cavalo

O plantel do Quarto de Milha no Brasil é composto por mais de 330,9 mil animais registrados (até 2009), com aproximado de US$ 728 milhões, divididos entre 53,9 mil criadores, proprietários e associados. Os haras distribuídos em hectares avaliados em mais US$ 616,2 milhões consomem aproximadamente 133,5 mil toneladas de ração por ano.

A mão-de-obra envolvida é bastante significativa – média de 4 funcionários por criador – sem contar veterinários, agrônomos, zootecnistas, ferradores, leiloeiros (o volume de dinheiro negociado em 98 leilões QM, incluindo virtuais, realizados em todo o Brasil em 2008, foi superior a R$ 104,1 milhões).

Matéria publicada na 32ª edição (Jun/Jul 2011) da revista ProCampo
Por Antonio de Pádua Motta
Editor revista ProCampo
apmotta@revistaprocampo.com.br


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