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18.10.2010 - 11:26

Adubação de orquídeas

Existem muitas discussões sobre adubação por parte dos orquidófilos. Cada um tem sua “receita de sucesso” ou muitas vezes as pessoas esperam que novos produtos indicados façam milagres pelas suas plantas. Não há milagres na orquidofilia.
O que funciona bem para alguns pode não funcionar para os outros ou até mesmo piorar a condição de cultivo.    
Cada orquidófilo tem que adequar seu cultivo às condições do seu orquidário, ao clima da região, aos substratos utilizados, à qualidade da água, ao adubo e forma de adubação.
A adubação é muito importante, mas é somente um, dentre vários fatores necessários para um bom cultivo e floração das orquídeas.
Apresentamos a seguir alguns conhecimentos “práticos” adquiridos e com o objetivo de ajudar o orquidófilo com relação à complexidade do assunto.

Adubos Orgânicos x Químicos

Os adubos podem ser divididos em dois principais grupos: Orgânicos e minerais (químicos).
Alguns exemplos de adubos orgânicos: Torta de mamona, farinha de osso, Bokashi, estercos, etc. No caso de adubos químicos temos inúmeras formulações de adubos do tipo “N-P-K”.
Atualmente os adubos orgânicos são largamente utilizados devido à simplicidade de uso e benefícios obtidos.  A real superioridade dos adubos químicos é minimizada devido à falta de conhecimento técnico e uso de formulações inadequadas. 
 
                                                             Macro e Micronutrientes

Macronutrientes são os principais elementos necessários para o metabolismo das plantas. Na composição dos adubos químicos, eles estão presentes em maiores percentuais.
São eles: Nitrogênio (N), Fósforo (P), Potássio (K), Cálcio (Ca) e Magnésio (Mg).
Micronutrientes são elementos em pequenas proporções, entretanto também muito importantes para as orquídeas.
Dentre eles: Manganês (Mn), Ferro (Fe), Boro (B), Cobre (Cu), Zinco (Zn), Molibdênio (Mo) e Enxôfre (S).
Importante: Poucos adubos possuem Cálcio e Magnésio em sua formulação. São dois elementos de vital importância e quando necessário, devem ser “aditivados” ao adubo, já na forma diluída, para evitar reações químicas entre eles.  Existem no comércio bons produtos com composição específica de Ca ou Mg.

Equilíbrio entre elementos

Os componentes de um adubo devem possuir um equilíbrio entre si (“balanço”).  O excesso de um nutriente pode induzir a deficiência de absorção de outro. Exemplo: O excesso de N na forma amoniacal (+) compete com Cálcio (Ca++), Magnésio (Mg++) e Potássio (K+). Todos possuem carga elétrica positiva (cátions) e consequentemente se repelem.

Dosagem do adubo

A análise somente do percentual de cada elemento do adubo não reflete a quantidade deste elemento que será disponibilizado para a planta.  A quantidade de cada elemento depende também da dosagem de adubo diluído na solução (exemplo: gramas de adubo por litro de água (g/l) ou mililitros de adubo por litro de água (ml/l)).  A combinação do percentual de cada componente com a dosagem do adubo proporciona a real quantidade de cada elemento a ser disponibilizada. Essa medida pode ser expressa em PPM (Partes Por Milhão) e é a forma correta de se analisar o quantitativo de cada nutriente sendo disponibilizado para a planta.
As orquídeas necessitam de aproximadamente 150 PPM de nitrogênio (valor obtido na prática) quando em fase de crescimento, entretanto na fase de descanso ou floração esta quantidade deve ser reduzida.
A grande maioria dos adubos possui composição tal que geralmente uma dosagem de 1 (uma) grama por litro de água (ou 1 ml por litro de água para os adubos líquidos) é adequada para a maioria das orquídeas.
Para os adubos orgânicos tipo torta de mamona ou Bokashi, geralmente é aplicada uma colher de sobremesa cheia por vaso. A quantidade deve ser reduzida para vasos menores. O adubo deve ser posicionado de preferência mais próximo à borda do vaso.
Na próxima edição, a segunda parte da matéria sobre Adubação de orquídeas.


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