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04.07.2011 - 10:56

Micronutrientes na adubação e nutrição do cafeeiro conilon

O cafeeiro conilon apresenta respostas marcantes à aplicação de micronutrientes. Em experimentos instalados sobre latossolo amarelo, no norte do Espírito Santo, verificou-se acréscimo de 1.037% na produtividade, quando se comparou plantas que receberam adubação completa e a testemunha. O fornecimento de Zn e B, na presença de macronutrientes, calcário e palha de café, aumentaram a produtividade em 50 e 43%, respectivamente (Bragança et al.). Ressalta-se que os vários benefícios advindos do fornecimento de micronutrientes também são observados na qualidade do produto colhido, no vigor das plantas e na tolerância aos patógenos e insetos praga.

Entre os micronutrientes considerados essenciais, o ferro e o manganês são os mais acumulados pelo cafeeiro conilon (Figura 01), alcançando 4.716,05 mg/planta e 1.018,32 mg/planta, aos 72o mês de idade, o que equivale a uma imobilização de 10,48 kg ha-1 e  2,26 kg ha-1, respectivamente. Por serem os micronutrientes mais acumulados pelo conilon, desequilíbrios nutricionais podem surgir devido à deficiencias e/ou excessos.

Em algumas regiões de cultivo do café conilon no Espírito Santo, o Mn tem sido associado mais à deficiência do que à toxidez, principalmente em solos com pH acima de 6,0. Teores abaixo de 50 mg kg-1 podem induzir distúrbios fisiológicos sendo que folhas com teores abaixo de 20  mg kg-1 apresentam sintomas visuais de deficência. Importante considerar a relação Fe/Mn (2,82), pois os sintomas de deficiência e toxidez frequentemente estão associados (Figura 02 e 03).

Ressalta-se os benefícios advindos das “Boas práticas para o uso eficiente de fertilizantes”, visando a máxima eficiência  e redução dos custos. Assim, deve-se utilizar a fonte correta, na dose certa, no local correto e na época adequada (Sistema 4C). Neste contexto, é importante o conhecimento da dinâmica dos nutrientes no solo e a correta utilização de práticas complementares, como a análise do solo e foliar, calagem, práticas conservacionistas, tecnologia de aplicação, entre outras.

Finalmente, é fundamental que o manejo da adubação vise a máxima eficiência na utilização dos micronutrientes, com o objetivo de reduzir os custos e tornar o sistema sustentável.  O cafeicultor, juntamente com o Agrônomo de sua região, deve adotar a melhor estratégia de manejo para otimizar o estado nutricional da planta.

Artigo publicado na 32ª edição (Jun/Jul 2011) da revista ProCampo
por Scheilla Marina Bragança
Eng. Agrônoma, D. Sc. Fitotecnia - Pesquisadora Incaper
bragancasm@incaper.es.gov.br


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