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04.11.2011 - 10:03

Produção de plantas medicinais e fitoterápicos em Venda Nova do Imigrante

Quando me foi feito o pedido para escrever sobre a produção de plantas medicinais em Venda Nova do Imigrante, ES, a primeira questão que tive foi por onde começar. Não tive dúvida que o mais importante é o trabalho voluntário no qual o pequeno trabalho de cada um se torna grande no conjunto. Talvez essa seja a grande marca de Venda Nova que tem várias ações de trabalho voluntário.

O trabalho da Pastoral da Saúde de Venda Nova do Imigrante começou em 1989 e tem essa marca do voluntariado e da cooperação. Todo ele é voluntário e beneficente! Antes de tudo, é um trabalho com amor e talvez por isso, tenha grande destaque.

Os fitoterápicos são manipulados em laboratório próprio e fornecidos à população e o grupo é constituído atualmente por 90 voluntárias, que se revezam na produção dos fitoterápicos, atendimento aos usuários, perfazendo um total de 1.200/mês e visitação.

A cooperação como chave para o sucesso

Em função do valor humano e social do trabalho da Pastoral, o Incaper – Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural e a Prefeitura Municipal, desenvolvem ações de apoio ao Grupo. Esse apoio teve início em 1997, através de um Convênio de Cooperação.

A horta medicinal

Uma das ações previstas no convênio é a produção de plantas medicinais. O Incaper cede uma área na sua Fazenda Experimental de Venda Nova, disponibiliza máquinas e equipamentos, bem como um profissional, especialista em plantas medicinais, para planejamento e orientação na condução da horta. A prefeitura de Venda Nova alocou um funcionário para a execução dos trabalhos e disponibiliza veículo para o transporte da colheita ao laboratório da Pastoral.

A horta medicinal é conduzida em sistema orgânico de produção sem o uso de agrotóxicos, com cerca de 80 espécies cultivadas. Na FEVN, várias áreas são utilizadas para o cultivo, observando-se práticas agrícolas e locais apropriados para estabelecer cada planta, de acordo com a natureza de cada espécie. Esses cuidados visam a melhor produção de princípios ativos, que resultam em produtos fitoterápicos de melhor qualidade.

A produção de fitoterápicos

O nome Fitoterápico vem de Fito que significa plantas e Terápico que se refere à terapia e é como são chamados os “remédios” feitos com plantas medicinais. No laboratório da Pastoral, as plantas passam por um processo de secagem e armazenamento para serem manipuladas quando necessário. As plantas desidratadas (secas) são embaladas em pequenos pacotes para repassar à população que as utiliza para fazer chá ou são feitas preparações diferentes como tinturas (extratos alcoólicos), cápsulas, xaropes, pomadas etc.

Uma ação importante no Convênio que apóia a Pastoral foi a contratação de um farmacêutico pela Prefeitura Municipal, que responde tecnicamente pelo trabalho.

Destino dos fitoterápicos

A maior parte dos produtos é repassada aos usuários na sede da Pastoral, a preço acessível, sendo o recurso gerado importante na manutenção do estoque de insumos, embalagens, rótulos e materiais de escritório e limpeza.  É importante ressaltar que todas as pessoas que necessitam e não podem contribuir, recebem os fitoterápicos gratuitamente, representando aproximadamente 20% dos usuários.

Os produtos fitoterápicos são também repassados, através do Programa Municipal de Saúde, para as escolas municipais, creches, APAE, Prefeitura Municipal e Hospital do município.

Dinamismo da pastoral da saúde

Em cooperação com o Incaper, a Prefeitura Municipal e a Igreja, o grupo de voluntárias participa e realiza seminários, cursos, oficinas e reuniões sobre temas ligados à alimentação e saúde, gestão social dentre outros, tanto para as próprias voluntárias como para a comunidade.

Os técnicos das entidades parceiras, além das atividades relacionadas às competências de cada um, também captam recursos através de projetos com o objetivo de melhor qualificar o trabalho das voluntárias.

Muitos estágios são ofertados e sempre levam a sua experiência a outros grupos. Também integram a Rota do Agroturismo das Montanhas Capixabas, recebendo excursões e visitas técnicas.

Atualmente duas pesquisas de mestrado sobre plantas medicinais e fitoterápicos estão em curso sendo uma diretamente entre UFES – Universidade Federal do Espírito Santo e Incaper e outra entre a UFES e a Pastoral da Saúde.

Artigo publicado na 34ª edição (Out/Nov 2011) da revista ProCampo
por Rita de Cássia Zanúncio Araujo
Agente de Desenvolvimento Rural do Incaper
Especialista em Plantas Medicinais e Mestra em Ciência dos Alimentos
ritazanuncio@hotmail.com


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