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15.03.2012 - 15:24

Influência do El Ninõ e La Ninã no estado do Espírito Santo

O fenômeno atmosférico-oceânico ENOS (El Niño Oscilação Sul) é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do oceano Pacífico Equatorial, alterando o padrão de ventos a níveis mundiais o que irá afetar diretamente o clima regional e global no período de sua atuação. Durante o El Niño em intervalos de 3 a 5 anos os ventos alísios sopram com menos intensidade no centro do Oceano Pacífico, resultando em uma diminuição da ressurgência das águas profundas, fenômeno observado na atuação do La Niña, acumulando águas mais quentes que o normal na costa oeste da América do Sul. Com esse deslocamento das águas superficiais mais quentes do Oceano Pacífico para em direção a América do Sul irá influenciar diretamente no comportamento geral da atmosfera. A duração média do ENOS é de 12 a 18 meses. Neste período se observa uma evolução típica do fenômeno no início do ano, atingindo sua máxima intensidade em dezembro vindo posteriormente a se enfraquecer metade do ano seguinte.
 
Impactos da atuação do El Niño no Estado do Espírito Santo

No Estado do Espírito Santo o fenômeno ENOS não apresenta mudanças significativas em seu regime de precipitação. Durante sua atuação ele não exerce influência no início do período chuvoso, assim como também na precipitação trimestral, então não há alteração no padrão característico de chuvas em todo o Estado. Com relação às temperaturas médias, elas apresentam um moderado aumento em todo o Estado.

Desta forma no Estado do Espírito Santo, quando sob influencia do ENOS, as chuvas permanecem inalteradas, mas há ligeiro aumento das temperaturas médias, o que impacta no aumento da
evapotranspiração.

Efeitos do fenômeno La Ninã sobre Estado do Espirito Santo

La Niña é um fenômeno oceânico-atmosférico que ocorre nas águas do Oceano Pacífico (equatorial central e oriental). A principal característica deste fenômeno é o resfriamento (em média de 2 a 3° C) fora do normal das águas superficiais, nestas regiões do oceano Pacífico. Este fenômeno não ocorre todos os anos, sua frequência varia entre 2 a 7 anos, com duração aproximada de 9 a 12 meses. Um ponto interessante, é que os valores das anomalias de temperatura da superfície do mar (TSM) em anos de La Niña têm desvios menores que em anos de El Niño. Enquanto observam-se anomalias de até 4, 5ºC acima da média, em alguns  anos de El Niño, nos anos de La Niña as maiores anomalias observadas não chegam a 4ºC abaixo da média.

Impactos de La Niña no Brasil – Região Sudeste

Na região sudeste do Brasil a previsibilidade é baixa para este fenômeno.
Temperaturas próximas da média climatológica ou ligeiramente abaixo da média (temperaturas mais baixas que o normal) na Região Sudeste durante o inverno e verão.

Tendência de redução das precipitações por todo Estado Capixaba e em grande parte de Minas Gerais, estabelecendo um panorama de forte estiagem, principalmente entre dezembro e março.

Assim, de maneira geral, em condições de La Niña, no Estado do Espírito Santo, tem-se temperaturas ligeiramente menores do que a média, entre dezembro e março, e menor pluviosidade, no período o inverno, concorrendo para uma estiagem mais severa.
Vale apena salientar que no momento a região sudeste está sob este regime, consequentemente espera-se um inverno com temperaturas mais brandas porém, mais secos.

Artigo publicado na 36ª edição (Fev/Mar 2012) da revista ProCampo
por por José Geraldo Ferreira da Silva 1, Pedro Henrique Pantoja 2,
Ivaniel For Maia 3 e Hugo Ely dos Anjos Ramos 4
1 - Doutor em Engenharia Agrícola (jgeraldo@incaper.es.gov.br)
2,3 e 4 - Bachareis em Meteorologia


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