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29.05.2012 - 09:47

100% ecológico

O cultivo da pupunheira está provocando uma mudança no modelo de exploração de palmito no Brasil

“O homem do palmito pupunha”. Assim é conhecido o técnico agrícola e produtor rural Adilson Pereira, renomado viveirista dessa palmácea no município de São Mateus, na região Norte capixaba.
Esta afirmação pode até soar como clichê ou exagero, mas qualquer pessoa que um dia plantou uma muda ou adquiriu sementes de palmito pupunha nessa região, sabe que estou falando a verdade!
Pioneiro, há mais de 22 anos ele se dedica à pupunheira (Bactris gasipae Kunth), espécie de planta da família das Arecáceas, que no Brasil tem na região amazônica seu habitat natural e nas suas sementes seu principal meio de propagação. Atividade iniciada para atender ao projeto da Coimex Agrícola - cujo produto processado (envasado) recebeu a marca Ecopalm - mais tarde se tornou seu principal negócio, lhe rendendo reconhecimento e renda.
“Foi numa visita técnica à Amazônia peruana, em 1990, que trouxe as primeiras sementes. Eu me orgulho muito dessa realização”, conta Adilson.

Mudança

A principal demanda da pupunheira é para a produção de palmito e a crescente procura por ela deve-se, principalmente, à mentalidade atual conservacionista que exige um produto que não seja oriundo de atividade extrativista. Seu cultivo está provocando uma mudança no modelo de exploração do palmito no Brasil, cuja atividade fora alimentada apenas pelo extrativismo das palmeiras juçara e açaí.
Assim, o panorama atual aponta para o crescimento do negócio pupunha no mercado de palmito em conserva (como é comumente comercializado), e, ainda, como produto in natura ou conservado apenas em refrigeração, o que é uma particularidade do palmito pupunha, já que não oxida ao ser cortado, ao contrário do açaí.

Precocidade, perfilhos e rendimento

“A pupunha é extremamente precoce, podendo dar ponto de corte com dezoito meses após o plantio”, ensina Adilson Pereira.
Ao contrário das espécies nativas que não rebrotam, a palmeira pupunha, depois do corte, emite brotos ou perfilhos junto à planta mãe, que permite a repetição dos cortes nos anos seguintes e por um período aproximado de 20 anos, sem necessidade de implantação de novas áreas.
Em média, uma haste pesa em torno de 600 gramas quando cultivadas em uma população de 5 mil plantas/hectare, no espaçamento 2,0 m x 1,0 m.
A Tecnoverde Palmito Pupunha, empresa que Adilson é diretor, tem feito um trabalho em vários municípios do Espírito Santo, com adesão também de municípios de outros Estados, comercializando sementes e mudas do palmito pupunha. “É um nicho. Algumas prefeituras do interior da região sudeste do Brasil tem feito um trabalho interessante, adquirindo sementes e distribuindo em pequenas quantidades de mudas a agricultores, sitiantes, chacareiros e até mesmo moradores urbanos, estimulando o agroturismo e a agricultura familiar”, conclui o produtor. De fato, é uma excelente estratégia.

Matéria publicada na 37ª edição (Abr/Mai 2012) da revista ProCampo
por Antonio de Pádua Motta
Produtor rural e editor revista ProCampo
apmotta@revistaprocampo.com.br


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