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29.05.2012 - 15:19

Mais qualidade com menos custo

Sistema de secagem natural em terreiro-estufa reduz custos na cafeicultura. A técnica otimiza a utilização da energia solar no processo de secagem,  produzindo um café de qualidade superior

Como todos sabemos, a colheita e, principalmente, a pós-colheita, são etapas de grande importância para a cafeicultura.
Essa constatação baseia-se na máxima que todo café é de ótima qualidade enquanto está cereja na planta. Saiu, começam os problemas de deterioração. Assim, o desafio passa a ser o manejo correto para a manutenção dessa qualidade. Lembrando que a desuniformidade de maturação dos frutos e a atual escassez de mão de obra são dificuldades a serem superadas para a realização de uma boa colheita de café.
Tecnicamente, recomenda-se iniciar a colheita com pelo menos 80% dos frutos maduros (colhendo o café verde, perde-se no peso, rendimento, etc...).
A Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel – Cooabriel , com sede em São Gabriel da Palha, no noroeste capixaba – a maior cooperativa de café Conilon do Brasil – comercializa os cafés preparados em terreiros e em secador de fogo indireto com diferencial de preço. “Chegamos a pagar 20% a mais no café conilon cereja descascado”, destaca Antonio de Souza Neto, o Toninho, presidente da Cooabriel.
Os grãos de melhor qualidade são produzidos por cafeicultores que adotam técnicas de cultivo e colheita recomendadas e desenvolvem um sistema de secagem que proporciona um produto final de excelente padrão.
Qualidade é a palavra mágica da vez. 

Tipos de secadores

Depois de colhido, o café é levado para secagem em terreiros que podem ser construídos de concreto (piso revestido), chão batido (não é recomendável, pois há o risco de chuva durante a secagem, originando um produto de má qualidade) e de lama asfáltica, ou ainda, pode ser levado para secadores horizontais rotativos intermitentes, que são máquinas industriais movidas a energia elétrica muito conhecidas e utilizadas pela grande maioria das propriedades que produzem café no Espírito Santo.
Enquanto a quase totalidade dos produtores adota esses sistemas convencionais de secagem, em Paraíso Novo, Vila Valério, ES, um dos municípios maiores produtores de café conilon do Estado, o cafeicultor Ozílio Partelli inovou.
Exemplo de esmero na lida com o café conilon, Partelli prova que seus cuidados jogam por terra o conceito de que no momento da comercialização o mercado não valoriza o café de qualidade, nivelando por baixo o preço. O prêmio é o preço mais alto pago por saca. “Há três anos vendo o café com um diferencial de 10%”, afirma Partelli.
Para propiciar qualidade e minimizar custos, o cafeicultor se valeu de mais do que simples esforço. Recorreu à tecnologia. A ele cabe o mérito de ser um dos pioneiros no preparo de café conilon de qualidade. Desde a safra de 2001, Partelli passou a secar os grãos em terreiros-estufas. Com oito unidades construídas em piso de cimento, cobertura plástica transparente e pé-direito de 2,10 metros, com capacidade para secagem de 400 sacos maduros por rodada, o Sítio Saúde, de sua propriedade, se notabilizou no beneficiamento do conilon. “Nesse sistema, você não precisa juntar café à tarde e espalhar todo dia de manhã”, explica Partelli.
Os grãos permanecem de seis a doze dias no terreiro com várias movimentações diárias. A temperatura dentro da estufa chega a atingir 70º em dia de sol forte. “O investimento na construção de um terreiro-estufa é de cerca de R$ 20 a R$ 30,00 o metro quadrado”, afirma Partelli.
Assim, o terreiro-estufa se consolida como uma excelente alternativa para secagem natural de café, sobretudo para a agricultura familiar, otimizando a utilização da energia solar. “Luz do sol, Que a folha traga e traduz, Em verde novo, em folha, em graça, em vida, em força, em luz.” Valeu, Caetano Veloso.

Matéria publicada na 37ª edição (Abr/Mai 2012) revista ProCampo
Por Antonio de Pádua Motta
Produtor Rural e editor da revista ProCampo
apmotta@revistaprocampo.com.br


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