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01.08.2012 - 15:24

Recuperação e intensificação de pastagens

O rebanho bovino brasileiro tem nas pastagens tropicais a base principal da sua alimentação. O Brasil possui aproximadamente 170 milhões de hectares de pastagens, sendo que em torno de 100 milhões são de pastagens cultivadas e 70 milhões de hectares são de pastagens nativas (IBGE, 2005). Diversas são as estimativas, tornando-se difícil afirmar o número exato, mas diversos pesquisadores e técnicos relatam que mais de 50 % das pastagens cultivadas no país sofrem algum processo de degradação. Utilizando-se um valor de 50 %, tem-se um número em torno de 50 milhões de hectares de pastagens degradadas. Fazendo-se um paralelo com a agricultura, cuja área agrícola (somando-se todas as culturas anuais e perenes) é de aproximadamente 60 milhões de hectares, conclui-se que o Brasil tem, em área degradada de pastagens, o equivalente à área utilizada atualmente para agricultura. Dado esse que prejudica e deprecia os índices pecuários, por isso, tratar o pasto como cultura é peça chave para a mudança desse cenário.

Entendendo o processo de degradação da pastagem

Entender o processo de degradação auxilia o pecuarista na tomada de decisão em relação às ações de manejo que serão dadas em uma área de pastagem degradada. Diversas são as causas da degradação da pastagem, dentre elas pode-se citar:
- Manejo incorreto;
- Má formação;
- Baixa fertilidade natural do solo.
De acordo com Macedo (2002), a degradação da pastagem possui três fases, que são:
1 - Fase de manutenção: É o início da degradação, onde a pastagem começa a perder em vigor e produtividade e, consequente-mente, o ganho por animal. Nessa fase, com melhorias de manejo e adubação de recuperação, a pastagem torna-se produtiva novamente. É a fase de menor custo para recuperação.
2 - Fase de degradação da pastagem: a forrageira perde em produtividade e qualidade, ocorre aparecimento de invasoras, pragas e doenças, ocorrendo morte e comprometimento do “stand”. Nessa fase, além das medidas sugeridas na fase anterior, tem-se a necessidade de se fazer um novo plantio. É a fase de custo intermediário para recuperação.
3 - Fase de degradação do solo: Nessa última fase, ocorre compactação excessiva e erosão. Nesse momento, além de todas as operações da segunda fase, é necessária, também, a recuperação da condição física do solo. É a pior etapa, onde o custo é mais elevado em comparação às outras fases.

Recuperar ou reformar?

A recuperação de pastagens apresenta diversas vantagens sobre a reforma, pois a pastagem já está implantada. Portanto, de maneira geral, possui menor risco, maior velocidade de retorno e menor custo devido ao menor número de operações (tabela 01).
Contudo, nem sempre é possível recuperar a pastagem em toda sua extensão, devido aos diferentes graus de degradação existentes numa fazenda. É necessário, portanto, fazer um diagnóstico detalhado da área para se identificar quais estratégias serão utilizadas.

Diagnóstico da Pastagem

O diagnóstico da pastagem visa identificar as áreas que serão reformadas ou recuperadas. Deverá ser feito o diagnóstico das áreas que poderão ser intensificadas e aquelas em que o manejo inicial será um período de descanso. Essa estratégia visa utilizar os recursos disponíveis (capital, equipamentos, mão-de-obra, etc.) de forma racional e facilitar o manejo do rebanho dentro da fazenda.

Manejo das áreas a serem reformadas

Conforme dito anteriormente, nem toda pastagem é passível de recuperação, devendo ser adotada uma boa reforma da área. Observar as boas práticas agronômicas, corrigir a fertilidade de solo e, sobretudo, escolher uma espécie forrageira adaptada àquela condição de manejo são práticas fundamentais para alcançar a longevidade dos pastos (Figura 03).

Manejo das áreas a serem recuperadas

Quanto melhor a condição do pasto, mais rapidamente ele irá responder à recuperação. Por isso, a recuperação via utilização de corretivos e fertilizantes deverá ser iniciada nas melhores áreas das fazendas. Já nas piores áreas, o primeiro manejo realizado será o descanso da pastagem, pois assim a planta poderá recuperar seu sistema radicular e parte aérea. Com isso, será possível aumentar a produção de palhada sobre o solo, protegendo-o e conseguindo assim melhorar os processos microbiológicos que estão ligados à fertilidade.
O diagnóstico preciso da pastagem é a principal ferramenta para se identificar qual a ação de maior rentabilidade para o pecuarista. A recuperação direta da pastagem apresenta vantagens sobre a reforma, no entanto nem toda pastagem poderá ser recuperada e, nesse caso, a reforma entra como a principal alternativa. As boas práticas de plantio deverão ser observadas para que a pastagem recém implantada possa ter longevidade de produção.

Artigo publicado na 38ª edição (Jun/Jul 2012) da revista ProCampo
por Humberto Luiz Wernersbach Filho
Zootecnista MSc
Supervisor de Pesquisa Fertilizantes Heringer S/A
humberto.filho@heringer.com.br


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