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01.08.2012 - 15:37

Aroeira, a pimenta rosa

O Espírito Santo é o maior produtor brasileiro, seguido do Rio de Janeiro e Bahia

O mercado mundial absorve em torno de 400 toneladas anuais de pimenta rosa desidratada com densidade entre 250 – 360 gramas por litro. A maior parte da colheita de seus frutos se restringe à coleta manual de população de plantas presentes em áreas de restinga do litoral, em especial na região do Nativo em São Mateus. O Estado do Espírito Santo é o maior produtor brasileiro, seguido do Rio de Janeiro e da Bahia. O comentário, dito com conhecimento pelo sócio proprietário da AgroRosa. The Pink Pepper Co. – empresa sediada em São Mateus (ES) que comercializa pimenta rosa, Rolando Martin, é para explicar por que desde 1998 a AgroRosa está no negócio comercializando pimenta rosa madura fresca.
Em seu escritório, situado na Av. Othovarino Duarte Santos, Km 05, Pedra D’água, sede da AgroRosa, Rolando prossegue: O rendimento de benefício (secagem, seleção e embalagem à vácuo) é ao redor de 3:1, quer dizer, três quilos de pimenta madura produz um quilo de pimenta seca. “O preço médio praticado no mercado varia de acordo com a qualidade. Quanto maior a qualidade melhor o preço, chegando até R$ 3,00/quilo do produto fresco”, explica.
A safra vai de maio a junho nas principais regiões produtoras do país. O “grosso” da colheita é feito, porém, em maio.

A planta e usos

A pimenta aroeira ou pimenta rosa (Schinus terebinthifolius Raddi) é uma planta da família das anacardiaceae, nativa do Brasil, dióica, isto é, aquela em que os sexos se encontram separados em indivíduos diferentes (plantas machos e plantas fêmeas) e multiplica-se facilmente por estaquia e sementes. Os frutos são pequenas drupas, esféricos, avermelhados. Existem relatos de que a pimenta rosa alimenta aves silvestres.
Do ponto de vista botânico, entretanto, a pimenta rosa não tem qualquer parentesco com a família das pimentas. Na verdade, ela como anacardiacea é parente do caju, da manga e do cajá-mirim.
De sabor picante e adocicado é especialmente apropriada para confecção de molhos que acompanham carnes brancas, aves e peixes. É muito apreciada na culinária nacional e internacional, sendo que nesta, principalmente, tem a sua aplicação direta como condimento em pratos. Alem disso, é crescente o seu uso na indústria de cosméticos.
Conforme Rolando Martin o seu principal uso é para compor um mix com a pimenta do reino desidratada, liofilizada e branca.

Opção

O plantio de pimenta rosa desponta como uma opção real para a região do Nativo em São Mateus, local de solos arenosos, com baixa fertilidade e pouco recomendado para a agricultura tradicional do município, baseada no café conilon, pimenta-do-reino, seringueira, cana-de-açucar, etc.
O produtor Adilson Lírio, proprietário do sítio Aroeira, na região do Nativo, é um mateense que não larga a pimenta rosa. E com razão: pioneiro, está no negócio há dezessete anos e tem pimenta rosa cultivada com sucesso há mais de oito anos.
Atualmente, possui dez hectares produtivos e outros cinco em implantação com mudas produzidas por estaquia.
“Uma planta acima de três anos produz em média oito quilos de pimenta rosa”, contou. Conforme ele, os plantios têm sido atacados por um inseto de hábito alimentar sugador e que precisa ser controlado.
“O produtor tem que estar treinado para fazer o combate na hora certa”, advertiu. Segundo sua opnião, é essencial melhorar as práticas de manejo, principalmente a adubação de crescimento e produção.
Mas, não custa lembrar que, para quem pretende investir na atividade, o recomendável é fazer um estudo de mercado e planejar de forma eficiente, antes de entrar de cabeça.

Linha de crédito

Conforme o agrônomo Paulo Sérgio Dias Federici, gerente de relacionamento do segmento rural do Bandes, até 2008, a pimenta rosa, fruto da aroeira e comum em vários pontos do Espírito Santo, era explorada somente como extrativismo vegetal. "A partir de um estudo desenvolvido pelo Bandes, foi identificado a viabilidade da produção em larga escala. Como havia a possibilidade de agregar valor ao produto pelo agricultor, visto que o produto é bastante consumido na Europa, o Bandes incentivou o cultivo profissional no Estado, investindo na domesticação da pimenta rosa visando à exportação. Assim, com apoio financeiro do banco, apenas no primeiro ano, cerca de 50 toneladas foram exportadas. Atualmente, esse número gira em torno de 600 toneladas. São Mateus já é o maior produtor e exportador do produto no mundo. Esse é um dos principais papéis do Bandes: investir em culturas pioneiras, inovar", destaca Federici.

Matéria publicada na 38ª edição (Jun/Jul 2012) da revista ProCampo
por Antonio de Pádua Motta
Produtor Rural e Editor da revista ProCampo
apmotta@revistaprocampo.com.br


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