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02.10.2012 - 09:45

Época e importância de mochar bezerros

Em rebanhos de gado leiteiro e de corte é  de suma importância que os animais sejam mochados, pois a ausência de chifres facilita o manejo na propriedade. Essa técnica só não é feita quando o chifre é fator de caracterização racial, no caso de gado elite.
Nos tempos modernos, com a intensificação dos sistemas de produção, são várias as vantagens proporcionadas pela criação de animais mochos: o convívio dos mesmos é mais amistoso, evitando traumatismos no corpo e estragos no couro, causados por brigas eventuais; necessita de menos espaço de curral e cochos para ração, sal ou água; necessitam de menos espaço também para transporte; além disso, em rebanhos, a ocorrência de animais dominadores, que expulsam os demais do suprimento de alimentos ou da proximidade de fêmeas para serem cobertas, é bem mais frequente e, além disso, obter uma uniformidade e estética do rebanho.
A mochação é feita em animais novos, consiste na queima do botão, que origina o chifre. A idade ideal para descorna dos bezerros é em torno de 30 dias após o nascimento, pois nesta idade apresentará somente o “botão” do chifre, o qual ainda se encontra fixado somente à pele não tendo ainda se fixado ao osso da cabeça, facilitando o trabalho quando comparado com animais de maior era. Desta forma, a queima não é muito profunda, sendo a cicatrização mais rápida, evitando o estresse do animal. Pode ser utlizado nessa prática o ferro de mochação ou o mochador elétrico.

Técnica

 A técnica consiste em conter o animal a ser mochado de forma que o mesmo fique imobilizado e deitado. Pode se colocar um travesseiro embaixo da cabeça do bezerro para não permitir o contato direto com o solo ou o piso, proporcionando maior conforto ao animal.  Enquanto isso o ferro que será utilizado para mochar deve estar sendo aquecido. Cortar o pêlo em volta do “botão” do chifre. Quando o ferro estiver candente (avermelhado), deve ser pressionado sobre o botão córneo, movimentando-o cuidadosamente para evitar que a pele seja queimada. Queimar o “botão” do chifre com o lado côncavo do ferro até que se atinja as suas bordas, tendo o cuidado de não fazer aprofundá-la, evitando assim atingir o crânio do animal.  Em seguida, ao perceber que o botão está queimado e soltando da cabeça do animal, o ferro é colocado novamente no fogo. Com o canivete limpo corta-se a parte queimada. Novamente com o ferro é queimado aquele local, o botão é retirado. É verificado se não há algum tipo de hemorragia, então é passado uma pasta, conhecida como unguento (óxido de zinco e permetrina) que é refrescante e cicatrizante, possui ação larvicida e repelente.
Recomenda-se evitar a realização da técnica de mochação em períodos de temporadas chuvosas, pois a cicatrização pode ser retardada.

Artigo publicado na 39ª edição (Ago/Set 2012) da revista ProCampo
por Diogo Vivacqua de Lima1 – Doutorando em reprodução pela Universidade
Federal de Viçosa- UFV
Marcelo Vivacqua2 – Doutorando em reprodução pela Universidade Estadual
Norte Fluminense –UENF
1 e 2 - Médico Veterinário e professor Facastelo, Castelo (ES)
diogovivacqua@hotmail.com e marcelo-vivacqua@hotmail.com


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