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Notícias

 

03.01.2013 - 14:21

O mercado cafeeiro e suas perspectivas

O ano de 2012 deverá entrar para os anais da cafeicultura brasileira por ter sido na minha visão, um período onde a realidade produtiva se chocou brutalmente com a especulação sem precedentes.
Um ano onde tivemos que adminstrar não só problemas do setor café especificamente como também, as consequências da crise global no segmento cafeeiro.
Foram especulações de toda a ordem e sabor.
Desde uma possível queda do consumo global de café até a problemas com liquidações de compras realizadas no exterior, tudo, foi motivo para que o estresse ficasse sendo um notório dentro do setor café nos 365 dias do ano.
A cada notícia construtiva no quadro fundamental uma notícia não tão boa, era colocada nas mesas de operação ao redor do mundo.
 
Mas, vamos por parte
 
Do lado produtivo começamos com uma entrada de safra atípica no Brasil com estoques baixos, carry over, e uma cenário climático adverso no cinturão produtivo em plena boca de safra.
Temos que lembrar, que a qualidade da safra esta intimamente ligada ao fator clima e assim, os primeiros lotes de cafés colhidos ficaram e muito depreciados em função do excesso de chuva e umidade, em grande parte da região produtora.
Resultado, o mercado levou o primeiro solavanco do ano.
Em seguida, tivemos a renda das lavouras ficando longe do ideal projetado pelo setor produtivo levando assim, um " fantasma " ao setor café que assombrou o mundo consumidor, ou seja, teríamos a real possibilidade de ter uma safra aquém tanto em qualidade quanto em volume.
O ano foi passando e esta realidade tomou corpo em nosso imenso interior produtivo e respingou em NY café, onde tivemos cotações próximas a 200.00 cts/lb em pela safra cafeeira do Brasil.
 Depois que os patamares em NY conseguiram testar níveis interessantes refletindo a realidade do ano safra, especulações de toda a ordem invadiram os terminais internacionais e pesadas realizações de lucros, ficaram notórias.
Razões como a possibilidade de grande safra no Brasil no próximo ano safra até o agravamento da crise internacional, tudo, serviu de desculpa para batidas de toda a ordem.
Olha, falar em grande safra produtiva no atual momento é muito prematuro, já que pela bianulidade do cafezal não é possível prever tal situação e isso sem contar que o fator climático, que todo ano fica mais imprevisível impedindo que tenhamos a segurança produtiva em qualquer ativo agrícola comercializado.
Resumindo, este tsunami presenciado em NY café nas últimas semanas foi totalmente descabido e sem precedente, se olharmos no quadro fundamental.
Temos que lembrar que o mundo mudou e os erros cometidos no passado, dificilmente, serão repetidos outra vez.
Erros a que me refiro são primeiro, a falsa ideia que os operadores internacionais tem de que o produtor brasileiro é desinformado e descapitalizado.
Hoje, o setor cafeeiro no Brasil é um dos mais sólidos e informados do mundo. 
Recursos a custos infinitamente baixos estão disponíveis no sistema financeiro para o setor café, o que dá a gordura financeira suficiente para que o setor produtivo hiberne à espera de preços melhores.
Agora, ao meu ver, o pior erro que já cometemos no passado recente foi a transferência de nossos estoques para portos consumidores ao redor de 2002/2003 quando tivemos um cambio no Brasil que chegou a testar os R$3,00.
Naquela época vendemos o dólar e entregamos o café de cortesia e muito pior, demos munição aos importadores para que eles tivessem o poder de decisão de onde, quando e a que preço iriam comprar o café brasileiro.
Erro que o Brasil esta pagando até hoje.
Na minha concepção, quando se tem na origem produtora o poder da decisão de venda aliado a um bom suporte financeiro dado ao setor produtivo, o setor consegue de vez, enterrar a máxima que diz que café não se vende e sim é comprado.
Partindo deste princípio e acreditando que esta é a nova realidade do setor café no Brasil, maior origem produtora do mundo, é que acredito que independente do triste cenário presenciado em NY café atualmente, teremos sim, tempos à frente de boas remunerações e progresso no país que sempre foi chamado de celeiro do mundo, o Brasil.

Artigo publicado na 41ª edição (Dez/Jan 2013) da revista ProCampo
por Marcus Magalhães
diretor executivo Maros Corretora
maros@maros.com.br


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