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13.05.2013 - 15:08

Coco no inverno e no verão

Fator determinante no preço para o produtor tem sido a temperatura

Quando se fala em preço de coco anão verde pago ao produtor, pensa-se logo que o inverno ele e vendido por um valor ínfimo e, no verão, ao contrário, por um bom preço. Na verdade, isso não é regra, pois, como na maioria dos produtos agropecuários o que dita o preço é a “lei da oferta e da procura”. E nas frutas, isto é mais evidente, pois o ponto de colheita (venda) não pode ser prolongado por muito tempo, haja vista a sua perecibilidade. Como se sabe, a produção do coqueiro anão é voltada para o mercado da água de coco.
No norte do Espírito Santo, assim como em toda a região Sudeste do País, temos inverno e verão bem definidos. Esse fator climático é o principal responsável pela oferta de coco verde ao longo do ano, com dois períodos bem característicos de produção: período de baixa, que vai geralmente de março até os meses de junho/ julho, e o período de alta produção, que vai de agosto a fevereiro.
Normalmente, entre os meses de maio a agosto/ setembro, faz frio nos grandes centros consumidores, especialmente, na região Sudeste a maior consumidora, daí as piores médias de preços. A partir de agosto, com maior oferta de coco no mercado, é possível ter melhores preços, desde que a temperatura esteja alta nos principais centros consumidores.

Pico do Verão

Nos meses de pico de verão, entre dezembro e fevereiro – período que coincide com a maior produção do fruto – geralmente há uma expectativa de melhores preços, devido as férias escolares e o grande consumo nas praias. Entretanto, quando ocorrem muitos dias chuvosos e, logo, redução da temperatura, percebe-se queda do consumo e consequentemente no preço para o produtor. Nos meses de março e abril as médias de preços são geralmente são altas, pois a oferta diminui bastante e as temperaturas continuam moderadamente altas.
Diante do exposto, podemos concluir que o principal fator determinante no preço tem sido a componente temperatura nos grandes centros consumidores.
Porque mesmo nos meses de baixa oferta de frutos no mercado, os preços médios continuam ruins devido ao pequeno consumo provocado pelas baixas temperaturas.
Por outro lado, nos meses de grande oferta do fruto o consumo pode ser maior que a oferta, devido a possibilidade de longos períodos de dias quentes.
A seguir, o quadro demonstrativo da variação do preço do coco anão verde, entre os anos de 2008 a 2013, no sítio Canário da Terra em São Mateus/ES.

 

Artigo publicado na 43ª edição (Abr/Mai 2013) da revista ProCampo
por Fernando Zancanela Bonomo
Eng. Agrônomo e Produtor Rural
fzbonomo@gmail.com
É proibida a reprodução total ou parcial sem autorização expressa dos editores ou do autor.


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