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13.05.2013 - 15:31

Em busca da sustentabilidade

Em tempos de escassez de mão de obra, buscar a saída pela máquina se constitui, no momento da colheita, a diferença para produzir mais e melhor

Muito já se escreveu sobre a importância da cafeicultura para a economia capixaba. A razão: a cafeicultura é a principal atividade econômica em 80% dos Municípios, representando 45% do PIB agrícola. Já se cunhou e consagrou a expressão “se fosse um país, o Espírito Santo seria o 3º maior produtor de café conilon do mundo, perderia apenas para o próprio Brasil e para o Vietnã”. Oficialmente, o Estado é o 2º maior produtor do Brasil, respondendo por 25% da produção nacional, e o maior produtor da espécie Robusta (conilon). No ano passado, foram colhidas por aqui 9,71 milhões de sacas de café conilon e 2,789 milhões de sacas de arábica (CONAB, 2013). A cadeia do setor cafeeiro do Estado é, principalmente, grande gerador de receita, é social por gerar grande número de postos de trabalho direto e indireto . Esses números consolidam o Espírito Santo como um grande produtor de café no cenário nacional, num quadro em que o Brasil, além de ser o maior produtor, ocupa o segundo lugar no ranking do consumo mundial.
Conforme a Associação Brasileira das Indústrias de Café – ABIC, o consumo de café no Brasil em 2013 deve manter o ritmo de crescimento de 2012, quando a taxa alcançou entre 3,5 a 3,7% e totalizou cerca de 20 milhões de sacas. Mais precisamente, a ABIC projeta aumento de 3,5% em 2013, alcançando 21 milhões de sacas.

Gargalos

Nenhuma cultura comercial avançou tanto em tão pouco tempo no Estado do Espírito Santo como o café conilon, que tem seu uso mais conhecido na indústria de solúvel. Hoje, no mercado nacional, o conilon representa, no mínimo, 50% dos 20 milhões de sacas consumidas no Brasil, afora o consumo de latinhas, caixinhas e monodoses em que a base é o Robusta.
Mas nem tudo são flores nesta cafeicultura da “porteira para dentro”. A razão: os produtores enfrentam dificuldades na contratação de mão de obra durante a colheita, etapa realizada através da derriça manual dos grãos. Essa atividade, que mais onera o processo produtivo, chega a representar 30% do custo de produção, acarretando prejuízo na qualidade e lucratividade do negócio .
Uma certeza emergiu dessa realidade: a colheita se transformou em uma dor de cabeça para o cafeicultor. Na avaliação do produtor Luciano Zanotti, da Fazenda Unida, em Nova Venécia/ES, os motivos a favor da mecanização no setor são a escassez e os altos custos da mão de obra. “Temos uma redução em torno de 70% de mão de obra com a colheita mecanizada”, argumenta.
Dentre os fatores que dificultam a contratação de mão de obra, podemos destacar:
- grande oferta de postos de trabalho nos centros urbanos, principalmente na construção civil;
- aumento do nível de escolaridade formal da população, principalmente dos jovens, que tem se elevado continuamente ao longo dos anos ;
- programas sociais do governo federal, a exemplo do Bolsa Família.
- expansão da cafeicultura em outras regiões, notadamente no sul da Bahia.

Processo de desenvolvimento

Assim, para evitar a desaceleração do desempenho do setor e com o agravamento da escassez de mão de obra, os produtores foram obrigados a procurar a indústria. Os primeiros testes para mecanizar a colheita começaram na safra 2010/11 na Fazenda Unida, da família Zanotti, em Santo Antonio do Quinze, Município de Nova Venécia, e na Fazenda Guanabara, da família Covre, no Município de Pinheiros, regiões Noroeste e Extremo Norte do Espírito Santo, respectivamente, com um protótipo de uma recolhedora MIAC de cereais.
A seguir, fotos demonstrativas de todo o processo da colheita semi mecanizada.
Agradecimentos especial aos técnicos que participaram do processo de mecanização da colheita do café conilon: Alfredo Borba (Casa do Adudo), Edmar Tessarolo (eng. agrônomo), Roger Laiber Chiabai (eng. agrônomo) e ao Incaper - Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural.

 

Artigo publicado na 43ª edição (Abr/Mai 2013) da revista ProCampo
por Rogério Emílio Chiabai 1, Antonio de Pádua Motta 2  e Luciano Zanotti 3
1 eng. agrônomo - dpt.cafe@gmail.com
2 eng. agrônomo - apmotta@revistaprocampo.com.br
3 téc. agrop. e cafeicultor - alzanotti@hotmail.com
É proibida a reprodução total ou parcial sem autorização expressa dos editores ou dos autores.


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