Revista ProCampo - Uma Leitura Produtiva

 

 
de 2017.   51ª Edição (Agosto/Setembro)  
Publicidade

Anuncie Aqui!

Notícias

 

15.07.2013 - 11:01

Mormo no estado do Espírito Santo

O mormo conhecido vulgarmente como lamparão, catarro de burro ou catarro bravo, tem sido reconhecido como uma importante doença dos equídeos. É uma doença causada pela bactéria Burkholderia mallei, que acomete equídeos, seres humanos e ocasionalmente carnívoros e pequenos ruminantes.
É importante salientar que esta doença é causada por um agente zoonótico e em 2000 foi relatado um caso em laboratorista nos Estados Unidos.
A prevalência da doença em todo o mundo tem sido significativamente reduzida. Atualmente continua a ser relatada no Brasil e no Oriente Médio.
O período de incubação do mormo varia de acordo com a rota e a intensidade da exposição, bem com fatores intrínsecos ligados ao hospedeiro e, por isso, pode variar de alguns dias a meses.
A fonte de infecção mais comum é a ingestão de água ou alimentos contaminados. Os animais podem se infectar também através do contato direto com os animais doentes e por inalação do agente.
A doença não tem cura e o tratamento de equídeos com antibióticos pode levar ao desaparecimento dos sintomas, entretanto, o animal torna-se portador assintomático e continua infectado e eliminando a bactéria podendo infectar outros animais.
São comumente descritas três formas de mormo em equídeos, de acordo com a localização das lesões, forma nasal, pulmonar e cutânea (linfática). Com relação ao curso da doença, pode ser aguda (geralmente associadas aos burros) ou crônica (associada a cavalos de áreas endêmicas). As formas nasal e pulmonar tendem a ter caráter agudo, enquanto a forma cutânea um caráter crônico.
Clinicamente a forma nasal começa com uma febre alta, perda de apetite e dificuldade respiratória com tosse, progredindo para descarga muco purulenta, amarela esverdeada, altamente infecciosa, que causa crostas ao redor das narinas. Pode-se observar a presença de nódulos e úlceras na mucosa nasal.
A forma pulmonar caracteriza-se por febre, tosse, dispneia, dificuldade respiratória e emagrecimento do animal.
No mormo cutâneo (linfático) observa-se enfartamento ganglionar e o aparecimento de nódulos na pele, que podem romper e liberar exsudato purulento.
No Espírito Santo a doença foi confirmada no dia 10/05/2013 em seis equinos do Regimento de Polícia Montada (RPMont) da Polícia Militar do estado. A introdução da doença no rebanho do Regimento ocorreu devido a aquisição de equinos do Estado de Pernambuco. Aproximadamente um mês após a entrada desses animais, uma égua do RPMont começou a apresentar sintomas respiratórios, como secreção nasal purulenta, que evoluiu para piosanguinolenta, e culminando com o aparecimento de nódulos no baixo ventre do animal. Durante a investigação epidemiológica foi relatado que uma égua proveniente de PE havia apresentado um quadro respiratório grave logo após a chegada ao ES, tendo sido tratada com antibióticos por um período de 12 dias, apresentando remissão dos sinais clínicos e tornando-se portadora assintomática. Cinco equinos positivos apresentaram emagrecimento progressivo e linfangite, e apenas um animal não apresentava sintomas da doença.
No dia 15/05/2013 esses animais foram sacrificados e teve início o processo de saneamento do foco, com a colheita de sangue de todos os equinos do plantel. Apenas um animal apresentou resultado inconclusivo e será submetido a novo exame.
A desinterdição do foco ocorrerá após a obtenção de dois resultados negativos de mormo, consecutivos, com intervalo de 45 a 90 dias entre eles.
No início do mês de junho foi constatado mais um foco no Estado, no município de Cachoeiro de Itapemirim. Na propriedade havia apenas esse equino positivo que foi sacrificado. A investigação epidemiológica e o rastreamento da origem desse animal estão em andamento.

Artigo publicado na 44ª edição (Jun/Jul 2013) da revista ProCampo
por Fabiano Fiuza Rangel
Méd. Veterinário – Chefe do Depart. de Defesa Sanitária
e Inspeção Animal IDAF/DDSIA-ES
frangel@idaf.es.gov.br
É proibida a reprodução total ou parcial sem autorização expressa dos editores ou do autor.


Edições Anteriores

23.09.2014 - 12 de outubro. Dia do Engenheiro Agrônomo

23.09.2014 - O mosaico do mamoeiro e o mamão de quintal

23.09.2014 - Parasitos: Importantes vilões da produção pecuária

23.09.2014 - Três cultivares de café conilon são protegidas pelo Incaper

23.09.2014 - A certificação fairtrade no café


 voltar  |  topo  |  home

Publicidade

 

Anuncie Aqui!

Anuncie Aqui!

Anuncie Aqui!

Anuncie Aqui!

 

Parceiros

 
  • Cedagro
  • Defagro
  • Midas
  • Cooabriel
  • Incaper
  • Seea
  • Senar
  • CCA-Ufes

Revista ProCampo - A Revista do Agronegócio Capixaba

Endereço: Rua Vinte e Dois de Abril, 09 - B.N.H. - Linhares/ES - 29902-180

Telefone: (27) 3373-3424 // 9984-5808

Email: procampo@revistaprocampo.com.br

"Criando sua empresa na internet"