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16.07.2013 - 15:07

Excelência na secagem

De maneira geral, o diferencial do sistema está na facilidade operacional, por ser simples e de fácil assimilação

Nas últimas décadas a cafeicultura brasileira tem passado por um processo de constante profissionalismo em todas as etapas do processo produtivo. Assim, para a manutenção neste patamar o setor exige a busca permanente de instrumentos modernos de produção, beneficiamento e comercialização, até porque com o aumento da exigência do mercado por produtos com maior valor agregado, ao cafeicultor resta buscar e implementar novas tecnologias para se manter competitivo no negócio.
Quando adquirimos a Fazenda Caturra em Boa Esperança, no sul de Minas Gerais, a secagem do café arábica era feito em secadores cuja fonte de calor era o fogo, prática largamente utilizada na região. Na época, um dos maiores questionamentos que fazíamos  acerca desse modelo de secagem eram os aspectos negativos operacionais e ambientais que o sistema convencional proporcionava. Neste contexto, resolvemos entrar na luta e vencer os desafios de mudar uma mentalidade, através de novos conceitos sobre secagem de café.
Contando com a experiência adquirida em secagem de sólidos, foi possível trazer esse conhecimento para o campo, criando a primeira fornalha totalmente automatizada, utilizando energia limpa, renovável e sem necessidade de mão de obra presente. Para fácil compreensão, chamamos o sistema de “Fornalha Elétrica”, pois utiliza como fonte de calor a energia elétrica. Um dos muitos destaques do sistema é a segurança, pois o mesmo é totalmente intertravado elétricamente, avisando ao operador a ocorrência de problemas que eventualmente possam ocorrer no funcionamento, durante o período de secagem, facilitando e agilizando a correção.
De maneira geral, o diferencial do sistema está na facilidade operacional, por ser simples e de fácil assimilação. A estabilidade e a precisão da temperatura, garantem melhor qualidade, pois mantêm todas as características físico químicas do produto – no caso, o café arábica – potencializando o aroma e o sabor, além de não poluir o ambiente, nem contaminando os grãos com a fuligem e gases provenientes da queima (combustão) da madeira. A temperatura sob controle evita incêndios, frequentemente observado nos secadores de fogo direto. O baixo custo operacional por não requer movimentação de lenha (ou palha) e a otimização do custo da energia mostram a viabilidade do sistema elétrico, por sua comprovada eficiência e praticidade.
A seguir, estudos comparativos mostrando os custos de cada sistema:
- Fornalha a lenha – R$ 6,13/saca beneficiada
- Fornalha a palha – R$ 6,53/saca beneficiada
- Fornalha elétrica – R$ 2,50/saca beneficiada.


Artigo publicado na 44ª edição (Jun/Jul 2013) da revista ProCampo
por Zário D. Gonçalves
Agronova - Otimização de processos agroindustriais
zario@fazendacaturra.com.br
É proibida a reprodução total ou parcial sem autorização expressa dos editores ou do autor.


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